Jair Bolsonaro tornou-se conhecido por suas posições populistas,[1] por suas críticas à esquerda,[2][3] por classificar a tortura como prática legítima,[4][5][6] 🗝 por posições contrárias aos direitos LGBT[7][8][9] e por várias outras declarações controversas, as quais lhe renderam cerca de 30 pedidos 🗝 de cassação e três condenações judiciais.
[10][11][12][13] Várias organizações internacionais acreditam que as suas tendências autoritárias[14] criam o risco de que 🗝 a sociedade civil,[15] a imprensa,[16] os afro-brasileiros,[17][18] os indígenas,[19][20] e os críticos do governo enfrentarem danos irreparáveis.
[21] Bolsonaro também tem 🗝 uma relação hostil com a imprensa[22][23] e foi acusado de proliferar notícias falsas.[24][25][26]
Apesar de seus posicionamentos serem amplamente classificados na 🗝 extrema-direita do espectro político,[27] Bolsonaro rejeita tal categorização.
[28] Inicialmente, Bolsonaro não via a si mesmo como representante do espectro ideológico 🗝 de direita, chegando a ocupar a tribuna da Câmara dos Deputados, em 12 de março de 1999, para tecer elogios 🗝 à deputada federal Luiza Erundina, filiada ao PSB e sempre reconhecida como um quadro de esquerda.
[29] No período após as 🗝 eleições de 2002, declarou em discursos na Câmara dos Deputados que votou em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 🗝 segundo turno, tendo apoiado no primeiro turno o candidato Ciro Gomes (então filiado ao PPS).[30]
Suas declarações já foram classificadas como 🗝 discurso de ódio,[31] homofóbicas,[32][33][34] misóginas e sexistas,[33][34][35] racistas[33][34][36] e antirrefugiados.
[37] Em agosto de 2018, a revista britânica The Economist definiu 🗝 o deputado como "radical", "religioso nacionalista", "demagogo de direita", "apologista de ditadores"[38] e como uma "ameaça à democracia".[6]
Bolsonaro defende frequentemente 🗝 a ditadura militar brasileira.
[39] Durante discussão com manifestantes em dezembro de 2008, declarou que "o erro da ditadura foi torturar 🗝 e não matar.
"[40] Ele foi criticado pelos meios de comunicação, por políticos e pelo Grupo Tortura Nunca Mais, sobretudo depois 🗝 de ter afixado na porta de seu escritório um cartaz que dizia aos familiares dos desaparecidos na ditadura militar que 🗝 "quem procura osso é cachorro".
[41][42] Na pandemia de COVID-19, Bolsonaro promoveu a desinformação e fez declarações contrárias às recomendações dos 🗝 órgãos de saúde, além de realizar diversas atividades públicas.[43][44][45]
Operação Beco Sem Saída
Em 27 de outubro de 1987, Jair Bolsonaro informou 🗝 à repórter Cássia Maria, da revista Veja, sobre a operação "Beco Sem Saída".
Na época, Bolsonaro apoiava a melhoria do soldo 🗝 e era contra a prisão do capitão Saldon Pereira Filho.
[47][48] A operação teria como objetivo explodir bombas de baixa potência 🗝 em banheiros da Vila Militar, da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, e em alguns outros quartéis militares com 🗝 o objetivo de protestar contra o baixo salário que os militares recebiam na época.[46][48]
Bolsonaro teria desenhado o croqui de onde 🗝 a bomba seria colocada na Adutora do Guandu, que abastece de água ao município do Rio de Janeiro.
A revista entregou 🗝 o material ao então Ministro do Exército e este, após quatro meses de investigação, concluiu que a reportagem estava correta 🗝 e que os capitães haviam mentido.
[46][48] Por unanimidade, o Conselho de Justificação Militar (CJM) considerou, em 19 de abril de 🗝 1988, que Bolsonaro era culpado e que fosse "declarada bacana play bonus de registo incompatibilidade para o oficialato e consequente perda do posto e 🗝 patente, nos termos do artigo 16, inciso I da lei nº 5836/72".
Em bacana play bonus de registo defesa, Bolsonaro alegou na época que a 🗝 revista Veja tinha publicado acusações fraudulentas para vender mais com artigos sensacionalistas[48]
O caso foi entregue ao Superior Tribunal Militar (STM).
O 🗝 julgamento foi realizado em junho de 1988 e o tribunal acolheu a tese da defesa de Bolsonaro e do também 🗝 capitão Fábio Passos da Silva, segundo a qual as provas documentais - cujo laudo pericial fora feito pela Polícia do 🗝 Exército - eram insuficientes por não permitirem comparações caligráficas, uma vez que fora usada letra de imprensa.
O STM absolveu os 🗝 dois oficiais, que assim foram mantidos nos quadros do Exército.
Ainda em 1988, Bolsonaro foi para a reserva, com a patente 🗝 de capitão, e no mesmo ano iniciou bacana play bonus de registo carreira política, concorrendo a vereador do Rio de Janeiro.
O laudo da Polícia 🗝 do Exército, no entanto, seria mais tarde desmentido pela Polícia Federal, que confirmou a caligrafia de Bolsonaro.
[48][49][50][51]Corrupção
Em dezembro de 2020, 🗝 o presidente Jair Bolsonaro foi eleito o "Pessoa Corrupto do Ano" pela Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP), um 🗝 consórcio internacional formado por jornalistas investigativos.
O prêmio "reconhece o indivíduo ou instituição que mais fez para promover a atividade criminosa 🗝 organizada e a corrupção no mundo".
Segundo a organização, Bolsonaro venceu por "se cercar de figuras corruptas, usar propaganda para promover 🗝 bacana play bonus de registo agenda populista, minar o sistema de justiça e travar uma guerra destrutiva contra a região amazônica que enriqueceu alguns 🗝 dos piores proprietários de terras do país".[52]Patrimônio
O deputado Marcos Rogério cumprimenta Eduardo Bolsonaro ao lado de Jair Bolsonaro.
Entre 2010 a 🗝 2014, o patrimônio do deputado cresceu mais de 150%, segundo a declaração registrada no TSE.
[53] Neste período, o parlamentar adquiriu 🗝 cinco imóveis que juntos valem 8 milhões de reais,[54] entre eles duas casas na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, 🗝 compradas por 500 mil e 400 mil reais, respectivamente,[53] valores muito abaixo do avaliado pela prefeitura carioca na época.
[55] O 🗝 Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) afirma ter "sérios indícios" de que a operação de compra tenha envolvido lavagem 🗝 de dinheiro.
[55][56] Segundo a Justiça Eleitoral, o parlamentar possui carros de até 105 mil reais, um jet-ski e aplicações financeiras 🗝 de 1,7 milhão de reais.
Quanto entrou na política em 1989, seu único rendimento desde então, Bolsonaro declarava ter um Fiat 🗝 Panorama e dois lotes em Resende, no valor de 10 mil reais.
Até 2008, o parlamentar e seus filhos declaravam um 🗝 patrimônio de cerca de 1 milhão de reais, que foi multiplicado para cerca de 15 milhões de reais em 2017.
[55] 🗝 Como deputado, recebe um salário líquido de 25 mil reais, além do soldo do Exército Brasileiro, de cerca de 5.700 🗝 reais brutos.
[55] Em bacana play bonus de registo defesa, Bolsonaro alegou que Rodrigo Janot, ex-procurador Geral da República, arquivara uma denúncia anônima sobre bacana play bonus de registo 🗝 declaração de bens em 2014[54] e que as acusações são "calúnias"[57] e parte de uma "campanha para assassinar bacana play bonus de registo reputação".[54]
O 🗝 parlamentar também recebe da Câmara cerca de 3 mil reais de auxílio-moradia desde 1995, apesar de ter um apartamento de 🗝 dois quartos em Brasília desde 1998.
[58] Ao ser questionado pela Folha de S.
Paulo sobre como usou o dinheiro do benefício, 🗝 ele respondeu: "Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro do auxílio-moradia eu usava para comer gente.
" e em seguida 🗝 disse que esta é a resposta que a repórter merecia.[59][60]
Uma reportagem do site Vice trouxe a questão à tona em 🗝 março de 2017 devido à repercussão da Operação Carne Fraca.
[61] O político postou um vídeo em seu canal do YouTube, 🗝 onde explica que os 200 mil reais, metade do valor gasto em bacana play bonus de registo campanha, foram devolvidos como "doação ao partido".
No 🗝 entanto, na planilha do TSE, o mesmo valor (200 mil reais) volta à conta de Bolsonaro, mas desta vez em 🗝 uma doação feita pelo fundo partidário.[62][63][64]
Em abril de 2017, Bolsonaro foi denunciado por usar a cota parlamentar para pagar viagens 🗝 pelo país em que se apresenta como pré-candidato à Presidência em 2018.
A cota reembolsa viagens e outras despesas do mandato.
Nas 🗝 regras de uso, a Câmara diz que "não serão permitidos gastos de caráter eleitoral".
O conteúdo das falas de Bolsonaro, contudo, 🗝 é explicitamente voltado à disputa de 2018.
Em cinco meses entre 2016 e 2017, ao menos seis viagens do deputado foram 🗝 custeadas pela Câmara por um total de 22 mil reais.
A assessoria de imprensa do parlamentar negou que ele esteja em 🗝 campanha e alegou que o uso da cota para viagens é relacionado à participação na Comissão de Segurança Pública da 🗝 Câmara, no qual é suplente.[65]
Em 7 de abril de 2020, a Agência Sportlight revelou notas fiscais que mostram que Bolsonaro, 🗝 quando deputado, superfaturou reembolso de verba pública de combustível.
[66] No final do mês, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal 🗝 Federal (STF), encaminhou uma notícia-crime para a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Jair Bolsonaro.
A criminalista Sidney Duran Gonzalez 🗝 apresentou a denúncia.[67]Nepotismo
Em dezembro de 2017, o jornal O Globo divulgou que o deputado e seus filhos empregaram uma ex-mulher 🗝 do parlamentar e dois parentes dela em cargos públicos em seus gabinetes.
Segundo o jornal, essas pessoas ocuparam as vagas a 🗝 partir de 1998.
No entanto, como as contratações ocorreram antes de 2008, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) normatizou as regras 🗝 contra o nepotismo, elas não podem ser legalmente classificadas dessa maneira.[68]
Uma reportagem da Folha de S.
Paulo, feita em janeiro de 🗝 2018, denunciou que o deputado contratava uma servidora fantasma em Brasília.
Segundo a matéria, entre janeiro e junho, Walderice Santos da 🗝 Conceição recebeu mais de 17 mil reais como funcionária do gabinete do parlamentar na Câmara dos Deputados, mas trabalhava como 🗝 vendedora de açaí no município de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
A secretária figurava desde 2003 como um dos 🗝 14 funcionários do deputado na capital federal, com um salário bruto de 1.416,33 reais.
Em agosto de 2018, Bolsonaro anunciou que 🗝 a Walderice pedira demissão do emprego de assessora e comentou: "Tem dois cachorros lá e pra não morrer de vez 🗝 em quando ela dá água pros cachorros lá, só isso.
O crime dela é esse aí, é dar água pro cachorro".
[69][70]Ana 🗝 Cristina Valle
Em setembro de 2018, a revista Veja publicou matéria na qual trazia detalhes de um processo com mais 500 🗝 páginas movido pela ex-mulher Ana Cristina Siqueira Valle contra Bolsonaro.
No processo, protocolado em abril de 2008 na 1ª Vara de 🗝 Justiça de Família do Rio de Janeiro, em meio a uma separação litigiosa, Ana Cristina fez diversas acusações contra Bolsonaro, 🗝 entre as quais: ocultação de patrimônio perante a Justiça Eleitoral no pleito de 2006, incompatibilidade de renda com seus ganhos 🗝 mensais e furto de dinheiro vivo e joias de um cofre em uma agência do Banco do Brasil.
[71] Após as 🗝 denúncias, a Receita Federal abriu investigação ainda em 2008, porém não encontrou irregularidades.
[72] Após a divulgação da reportagem, Bolsonaro enviou 🗝 requerimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro, solicitando a retirada de circulação da edição 2602 da revista Veja.
[73] Também 🗝 pedia, no requerimento, a apuração de como a reportagem teve acesso a um processo que estava arquivado e tramitou em 🗝 segredo de Justiça.
[74] Posteriormente, Ana Cristina alegou ter mentido à Justiça em seu depoimento.[75]Caixa dois
Em 19 de outubro de 2018, 🗝 o Tribunal Superior Eleitoral, após pedido do Partido dos Trabalhadores, iniciou uma investigação com base em uma reportagem do jornal 🗝 Folha de S.
Paulo, segundo a qual empresas pagaram, em contratos que chegariam a 12 milhões de reais, pelo envio em 🗝 massa de notícias falsas contra o candidato petista no aplicativo WhatsApp para favorecer a campanha presidencial de Bolsonaro.
[76] A defesa 🗝 de Bolsonaro diz que a campanha do candidato foi falsamente acusada, e que tomaria "as medidas judiciais cabíveis".
[77] Segundo o 🗝 PT, o ato consistiria na prática de caixa dois.[78]
Em uma entrevista a um programa da Rede Bandeirantes em 1999, o 🗝 parlamentar afirmou: "Conselho meu e eu faço: eu sonego tudo o que for possível.
"[79] O nome do então deputado está 🗝 registrado na chamada Lista de Furnas, um esquema de corrupção que usou dinheiro de caixa dois para abastecer 156 campanhas 🗝 políticas no ano 2000.
[80][81] Apesar de o parlamentar alegar que a lista é falsa,[82] bacana play bonus de registo autenticidade foi comprovada por um 🗝 laudo da Polícia Federal.
[83] Em Consulta aos Doadores e Fornecedores de Campanha de Candidatos, no site do Tribunal Superior Eleitoral 🗝 (TSE), o nome de Bolsonaro também aparece como recebedor de 200 mil reais da empresa JBS, durante bacana play bonus de registo campanha em 🗝 2014.
Naquele ano, Bolsonaro foi reeleito deputado federal com o maior número de votos no Rio de Janeiro e recebeu mais 🗝 de 460 mil votos.
Em 2016, Bolsonaro se posicionou contrário à anistia ao caixa 2,[84] uma emenda articulada principalmente por partidos 🗝 e parlamentares envolvidos na Operação Lava Jato, para anistiar crimes de caixa 2.[85]
Em 7 de outubro de 2020, Bolsonaro anunciou 🗝 o fim da Operação Lava-Jato dizendo que não tem corrupção no seu governo.
O ex-membro da operação, Carlos Fernando dos Santos 🗝 Lima, disse pelo Facebook, que Bolsonaro acabou com a Lava Jato "por medo" e que o presidente é "um dos 🗝 responsáveis por matar" a operação fazendo uma aliança política com "Renans, Maias, Aras, Toffolis e Gilmares, e todos, de mãos 🗝 dadas em torno do grande acordão nacional, resolveram salvar o sistema podre e nefasto da corrupção política.
Bolsonaro é um estelionato 🗝 vergonhoso".[86]Caso Queiroz
Em 2019, Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro abriu procedimento de investigação de possível lavagem de dinheiro 🗝 e ocultação de patrimônio do do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz e do senador Flávio Bolsonaro.
De acordo com o banco responsável 🗝 pela conta, as movimentações financeiras seriam incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira 🗝 de Queiroz.
[87][88][89] No período, pelo menos oito funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro fizeram depósitos que totalizaram 150 mil reais 🗝 na conta de Queiroz, sempre em datas posteriores aos pagamentos dos salários.
[90] Tais operações levantaram suspeitas de que o parlamentar 🗝 se apropriasse indevidamente de parte dos salários dos servidores, na prática ilegal conhecida como "rachadinha".
[91][92][93] Uma das movimentações de Queiroz 🗝 mencionadas pelo relatório é um cheque de 24 mil reais emitido em favor da primeira-dama Michelle Bolsonaro,[94] justificada por Jair 🗝 Bolsonaro como pagamento de um empréstimo de 40 mil reais.[90]
No dia 23 de agosto de 2020, ao ser questionado por 🗝 um repórter do Grupo Globo sobre os depósitos realizados por Fabrício Queiroz no valor total de 89 mil reais na 🗝 conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro, o então presidente ameaçou o repórter respondendo: "Minha vontade é encher tua boca na porrada.
"[95] 🗝 Mais uma vez o episódio teve uma repercussão negativa, inclusive internacionalmente,[96] gerando críticas de diversas entidades como a Associação Brasileira 🗝 de Imprensa, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e a Ordem dos Advogados do Brasil.
[95] Jair Bolsonaro e seu filho 🗝 Carlos Bolsonaro chegaram a divulgar em suas redes sociais uma versão diferente da história, com uma legenda distorcendo a situação,[97] 🗝 porém foram rapidamente refutados por portais de checagem de notícias.[98][99]
Caso das joias sauditas
Em 3 de março de 2023, uma reportagem 🗝 do jornal O Estado de São Paulo, e confirmada pela CNN Brasil, informou que, em outubro de 2021, durante a 🗝 presidência de Jair Bolsonaro, membros do alto e médio escalão seu governo teriam supostamente tentado trazer para o Brasil, de 🗝 forma contrária ao prevista pela lei, um conjunto de joias avaliado em 16,5 milhões de reais, composto por colar, anel, 🗝 relógio e par de brincos de diamantes, que seriam supostamente um presente da monarquia da Arábia Saudita para a então 🗝 primeira-dama Michelle Bolsonaro.
[100] Com a apreensão das jóias pela Receita Federal por causa da suposta ilegalidade, os funcionários alfandegários supostamente 🗝 teriam sofrido pressões desses integrantes do Governo Bolsonaro para a liberação das mesmas, não tendo obtido êxito diante da resistência 🗝 dos fiscais a pelo menos quatro tentativas de retirada dos itens da alfândega após a apreensão por meios diferentes dos 🗝 previstos pela lei, sendo que a última delas teria supostamente ocorrido faltando dois dias antes do final do mandato presidencial, 🗝 em 29 de dezembro de 2022.[100]
Após esses relatos jornalísticos, reportagem do UOL informou que a Polícia Federal teria instaurado um 🗝 inquérito policial em 6 de março de 2023 para apurar o fato noticiado e investigar o suposto envolvimento do ex-presidente 🗝 Jair Bolsonaro, bem como de outras pessoas no episódio.[101]
No dia 9 de março de 2023, o ministro Augusto Nardes do 🗝 Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o ex-presidente Bolsonaro preservasse intacto e não usasse o acervo de joias 🗝 masculinas que teria recebido da Arábia Saudita, sendo que o primeiro conjunto (kit) de presentes havia sido retida pela Receita 🗝 Federal no aeroporto de Guarulhos em outubro de 2021.
[102] Neste mesmo dia, o presidente da Comissão de Transparência e Fiscalização 🗝 do Senado Federal, o senador Omar Aziz, informou que iria investigar a existência de relação entre a venda da Refinaria 🗝 Landulpho Alves em Mataripe (situada na Bahia e anteriormente pertencente até 2021 à Petrobrás) e as joias recebidas como presente 🗝 da Arabia Saudita pelo governo Bolsonaro,[103] O ex-presidente teria rejeitado essas acusações por meio de suas redes sociais.[104]
Em 15 de 🗝 março de 2023, o mesmo TCU determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro devolvesse aos cofres da Presidência da República no 🗝 prazo de cinco dias, o estojo com joias masculinas recebido da Arábia Saudita e armas doadas pelos Emirados Árabes Unidos.[105]
Em 🗝 24 de março de 2023, os advogados do ex-presidente Bolsonaro entregaram o segundo conjunto de joias recebido e estimado em 🗝 R$ 400 mil.
Após constatar que ainda haviam joias em poder de Jair Bolsonaro, o TCU determinou que o ex-presidente Jair 🗝 Bolsonaro devolvesse a terceira caixa de joias que ele recebeu do governo da Arábia Saudita, com bens estimados em mais 🗝 de R$ 500 mil, e que ele guardou para si.
O ex-presidente efetuou a entrega desse terceiro conjunto de joias em 🗝 4 de abril de 2023, um dia antes do depoimento que ele prestou para a Polícia Federal em 5 de 🗝 abril de 2023.
[106][107]Direitos humanos
Armamento, violência física, pena de morte e tortura
Bolsonaro na Comissão de Ética da Câmara em novembro de 🗝 2016
Bolsonaro é conhecido por seu gesto de arma, que ele usou durante bacana play bonus de registo campanha presidencial.
Bolsonaro ao lado de Sikêra Júnior 🗝 pousaram para uma foto exibindo uma placa de "CPF cancelado", expressão utilizada para se referir a mortos em confronto com 🗝 policiais no Brasil.
Em 1999, o deputado afirmou ao programa Câmera Aberta que era "favorável à tortura" e chamou a democracia 🗝 de "porcaria".
[10] Em 2000, Jair Bolsonaro defendeu, numa entrevista à revista IstoÉ, a utilização da tortura em casos de tráfico 🗝 de droga e sequestro, bem como a execução sumária em casos de crime premeditado.
[4] Ele justifica seu posicionamento afirmando que 🗝 "o objetivo é fazer o cara abrir a boca" e "ser arrebentado para abrir o bico".
Nesta entrevista, Bolsonaro ainda defende 🗝 a censura, embora não especifique de qual tipo.
[4] Apesar destas afirmações, o político afirmou recentemente que nunca teria sido favorável 🗝 à tortura.[10]
Em 17 de abril de 2016, Jair Bolsonaro parabenizou o deputado Eduardo Cunha pela forma como conduziu o impeachment 🗝 de Dilma Rousseff e usou seu discurso de voto sobre o impedimento para homenagear Carlos Alberto Brilhante Ustra,[108] o primeiro 🗝 militar a ser reconhecido pela Justiça como um dos torturadores durante a ditadura militar.
[109] Em bacana play bonus de registo defesa, Bolsonaro alegou que 🗝 as declarações durante a votação do impeachment estão protegidas pela imunidade parlamentar.
[110] Em entrevista de 2018, voltou a defender Ustra, 🗝 chamando-o de "herói nacional".[111]
Em 1999, ao explicar ao apresentador Jô Soares por que defendeu o fuzilamento do então presidente Fernando 🗝 Henrique Cardoso (PSDB), ele disse que "barbaridade é privatizar a Vale e as telecomunicações, entregar as nossas reservas petrolíferas ao 🗝 capital externo".
[10] Em várias entrevistas, Bolsonaro também se posicionou favoravelmente à instituição da pena de morte no Brasil para casos 🗝 de crimes premeditados, pois, segundo ele, "o bandido, ele só respeita o que ele teme".
[112] Também é a favor da 🗝 redução da maioridade penal para 16 anos.[113]
Em 2015, em vídeo postado por seu filho, o também deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), 🗝 afirmou que "violência se combate com violência e não com bandeiras de direitos humanos", como as defendidas pela Anistia Internacional, 🗝 que ele afirmou ser formada por "canalhas" e "idiotas".
Questionado sobre um levantamento da organização que mostrou que a polícia brasileira 🗝 é a que mais mata no mundo, Bolsonaro respondeu que acha que a "Polícia Militar do Brasil tinha que matar 🗝 é mais."[114] Dados da 9.
ª edição do Anuário de Segurança Pública, publicados pelo jornal Folha de S.
Paulo, mostram que uma 🗝 média de oito pessoas foram mortas todos os dias por policiais brasileiros.[114]
Durante bacana play bonus de registo campanha presidencial em 2018, ao ser questionado 🗝 sobre se o combate ao preconceito poderia ser uma política de governo, Bolsonaro declarou que acabaria com o o que 🗝 chamou de "coitadismo" no Brasil.
"Coitado do negro, coitada da mulher, coitado do gay, coitado do nordestino.
Coitado do piauiense.
Tudo é coitadismo 🗝 no Brasil, nós vamos acabar com isso", afirmou.[115][116]
Bolsonaro defende a revogação do Estatuto do Desarmamento e defende que o proprietário 🗝 rural tenha direito de adquirir fuzis para evitar invasões do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
[117] Além disto, também 🗝 apresentou um projeto de lei que estabelece a castração química voluntária como condição para que uma pessoa condenada por estupro 🗝 possa progredir o regime de pena.[118]
Ele se posiciona de forma contrária à legalização das drogas e, em entrevista dada ao 🗝 programa CQC em abril de 2011, reiterou afirmações anteriores sobre o tema ao ser questionado sobre como reagiria caso seu 🗝 filho fosse usuário de drogas: "Daria uma porrada nele, pode ter certeza disso".[119]
No livro A República das Milícias: Dos Esquadrões 🗝 da Morte à Era Bolsonaro, Bruno Paes Manso argumentou a existência de "República das Milícias" no Brasil e classificou Jair 🗝 Bolsonaro como o capitão dela.[120]
Ditadura militar brasileira
Bolsonaro homenageou Carlos Brilhante Ustra, o primeiro militar condenado pela justiça por prática de 🗝 tortura durante a ditadura.[ 109 ]
Bolsonaro, em 1º de abril de 2014, junto a seu filho Eduardo, com uma bandeira 🗝 do Brasil mostrando seu apoio à ditadura militar ao lado de opositores
O deputado federal é conhecido por alegar de que 🗝 a ditadura militar brasileira teria sido um "período glorioso" da história do Brasil.
Segundo carta do deputado publicada no jornal Folha 🗝 de S.
Paulo, foram "20 anos de ordem e progresso".
[121] Em 1999, o deputado afirmou ao programa Câmera Aberta que era 🗝 "favorável à tortura" e chamou a democracia de "porcaria".
Se fosse presidente do país, respondeu que não havia "a menor dúvida" 🗝 de que "fecharia o Congresso" e de que "daria um golpe no mesmo dia".
[10] De acordo com a entrevista de 🗝 2000 dada à IstoÉ, Bolsonaro ainda defende a censura, embora a reportagem não especifique qual tipo.
Em entrevista concedida no sítio 🗝 da revista Época, em julho de 2011, o parlamentar afirmou que o regime militar não foi uma ditadura.
[122] O deputado 🗝 também afirmou, durante uma discussão com manifestantes em dezembro de 2008, que "o erro da ditadura foi torturar e não 🗝 matar."[123]
Bolsonaro foi criticado pelos meios de comunicação, por políticos e pelo Grupo Tortura Nunca Mais, sobretudo depois de ter afixado 🗝 na porta de seu escritório um cartaz que dizia aos familiares dos desaparecidos da ditadura militar que "quem procura osso 🗝 é cachorro".
[42][41] Em 1993, apenas oito anos após o retorno da democracia no país, disse que apenas um regime militar 🗝 conduziria a um Brasil mais "próspero e sustentável".[124]
Em uma entrevista dada ao programa Custe o Que Custar (CQC), no dia 🗝 28 de março de 2011, ele relatou que se espelha no governo ditatorial militar e que sente saudades dos presidentes 🗝 Médici, Geisel e Figueiredo, todos governantes do regime.
Também se posicionou a favor do possível desenvolvimento de uma bomba atômica no 🗝 país.
Ele se manifestou dizendo que "daria uma porrada", caso visse o seu filho fumando maconha.
[125] O deputado também disse, em 🗝 entrevista ao CQC, se espelhar no regime militar, pois sente falta "do respeito, da família, da segurança e da ordem 🗝 pública e das autoridades que exerciam autoridade sem enriquecer".[126]
Durante a visita da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, 🗝 no dia 21 de setembro de 2013, ao 1.
º Batalhão de Polícia do Exército, no Rio de Janeiro, onde funcionou 🗝 o DOI-CODI, durante a ditadura, Bolsonaro empurrou o senador Randolfe Rodrigues, que tentava impedir a entrada de Bolsonaro no quartel.
O 🗝 senador do PSOL-AP afirmou que Bolsonaro chegou a dar-lhe um soco em bacana play bonus de registo barriga,[127] o que foi negado por ele.
[128] 🗝 No local, representantes de movimentos sociais, como o Tortura Nunca Mais, exigiam, aos gritos, a saída de Bolsonaro, que conseguiu 🗝 entrar no prédio.
A comitiva, no entanto, recusou-se a fazer a visita na presença de Bolsonaro.
Além de Randolfe Rodrigues, estavam presentes 🗝 o senador João Capiberibe (PSB-AP), que chegou a ser torturado nas dependências do batalhão durante a ditadura, e as deputadas 🗝 federais Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Luiza Erundina (PSB-SP).[129][130]
Jair Bolsonaro apoiou a convocação de manifestações em 15 de março de 2020,[131] 🗝 para o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo.
[132] Vários políticos[133][134] e um ministro do Supremo[135] acreditam que Bolsonaro cometeu 🗝 crime de responsabilidade e crime de improbidade.
[136][137]Miriam Leitão
No dia 19 de julho de 2019, Bolsonaro afirmou que a jornalista e 🗝 escritora Miriam Leitão "foi presa quando estava indo para a Guerrilha do Araguaia para tentar impor uma ditadura no Brasil" 🗝 e repetiu duas vezes que Miriam "mentiu sobre ter sido torturada" e vítima de abuso em instalações militares durante a 🗝 ditadura militar que governava o país.
Em nota, lida no Jornal Nacional, a Rede Globo repudiou as afirmações de Bolsonaro sobre 🗝 a bacana play bonus de registo funcionária."[...
] Essas afirmações do presidente causam profunda indignação e merecem absoluto repúdio.
Em defesa da verdade histórica e da 🗝 honra da jornalista Miriam Leitão, é preciso dizer com todas as letras que não é a jornalista quem mente.
Miriam Leitão 🗝 nunca participou ou quis participar da luta armada.
À época militante do PCdoB, Miriam atuou em atividades de propaganda.
Ela foi presa 🗝 e torturada, grávida, aos 19 anos, quando estava detida no 38º Batalhão de Infantaria em Vitória.[...
] A jornalista foi julgada 🗝 e absolvida de todas as acusações formuladas contra ela pela ditadura.
A absolvição se deu em todas as instâncias.[...
]"[138]Fernando Santa Cruz
Fernando 🗝 Santa Cruz, opositor do regime militar assassinado durante a ditadura e pai de Felipe Santa Cruz, o atual presidente da 🗝 OAB.
Poucos dias após o comentário sobre Miriam Leitão, durante uma declaração em que criticava a atuação da Ordem dos Advogados 🗝 do Brasil (OAB) na investigação sobre o atentado a faca que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro disse 🗝 que um dia contaria a Felipe Santa Cruz, o presidente da OAB, como o pai dele, o opositor ao regime 🗝 militar Fernando Santa Cruz, havia morrido e que ele "não iria querer saber a verdade".
A fala causou grande repercussão negativa.
Posteriormente, 🗝 Bolsonaro disse que Fernando foi morto por um grupo de esquerda durante a ditadura militar, o que é contestado por 🗝 documentos oficiais, que apontam que o pai do presidente da OAB foi vítima do Estado brasileiro.
Bolsonaro disse ainda que não 🗝 falou "nada de mais" e que não viu ofensa em bacana play bonus de registo fala.
No dia 1 de agosto, o ministro Luís Roberto 🗝 Barroso, do STF, concedeu 15 dias para Bolsonaro, se quiser, apresentar esclarecimentos sobre a declaração.[139]Dilma Rousseff
No dia 5 de agosto 🗝 de 2019, a ministra Rosa Weber também deu um prazo de 15 dias para Bolsonaro esclarecer, caso queira, uma fala 🗝 em que sugeriu que a ex-presidente Dilma Rousseff teria participado de ações armadas durante a ditadura militar que resultaram na 🗝 morte do capitão do exército norte-americano Charles Chandler.
Foi a segunda vez em menos de uma semana que o STF deu 🗝 prazo para Bolsonaro se manifestar sobre declarações controversas.
Ao receber o prêmio de "personalidade do ano" oferecido pela Câmara de Comércio 🗝 Brasil-Estados Unidos em Dallas, no Texas, Bolsonaro disse que "quem até há pouco ocupava o governo teve em bacana play bonus de registo história 🗝 suas mãos manchadas de sangue na luta armada, matando inclusive um capitão, como eu sou capitão, naqueles anos tristes que 🗝 tivemos no passado".
O capitão norte-americano Chandler foi morto em 12 de outubro de 1968, no bairro Sumaré, na zona oeste 🗝 do município de São Paulo, em uma atentado feito por três militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e da Ação 🗝 Libertadora Nacional (ALN).
Dilma nunca pertenceu a nenhum desses grupos.
[140]Ditadura chilena
Em uma entrevista para a revista Veja em 2 de dezembro 🗝 de 1998, o Bolsonaro afirmou que a ditadura chilena de Augusto Pinochet, a qual matou mais de 3.
000 pessoas[141] e 🗝 exilou outras 200.
000,[142] "devia ter matado mais gente".
[123] Ele também elogiou o presidente peruano Alberto Fujimori como um "modelo" pelo 🗝 uso de uma intervenção militar contra o judiciário e o legislativo.[124]
Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) acusou Bolsonaro de lhe dar um 🗝 soco durante visita ao DOI-CODI do Rio de Janeiro em 2013Religião
Em relação ao papel das religiões, em um discurso em 🗝 Campina Grande, em fevereiro de 2017, o então deputado criticou o Estado laico ao dizer: "Deus acima de tudo.
Não tem 🗝 essa historinha de Estado laico não.
O Estado é cristão e a minoria que for contra, que se mude.
[.
.
.
] as minorias 🗝 têm que se curvar para as maiorias.
"[143] Porém, em outubro de 2018, momentos antes da eleição presidencial, Bolsonaro amenizou seu 🗝 discurso: "Nós vamos fazer um governo para todos, independente de religião.Até quem é ateu.
Nós temos quase por volta de 5% 🗝 de ateus no Brasil, e vocês têm as mesmas necessidades que os demais têm".[144]
Mulheres, igualdade de gênero e aborto
Em entrevista 🗝 dada à Revista IstoÉ, Bolsonaro afirmou controlar a vestimenta da mulher no que diz respeito ao topless.
Sobre seu primeiro casamento, 🗝 Bolsonaro afirmou que a ex-mulher era obrigada a "seguir suas ideias" na política.
Em entrevista ao jornal Zero Hora em fevereiro 🗝 de 2015, o deputado afirmou que não acha justo que mulheres e homens recebam o mesmo salário porque as mulheres 🗝 engravidam.
Em um trecho da entrevista, Bolsonaro afirma: "Entre um homem e uma mulher jovem, o que o empresário pensa? "Poxa, 🗝 essa mulher tá com aliança no dedo, daqui a pouco engravida, seis meses de licença-maternidade.
.
.
" Bonito pra c.
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, pra c.
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.
! 🗝 Quem que vai pagar a conta? O empregador.
No final, ele abate no INSS, mas quebrou o ritmo de trabalho.
Quando ela 🗝 voltar, vai ter mais um mês de férias, ou seja, ela trabalhou cinco meses em um ano.
Por isso que o 🗝 cara paga menos para a mulher!".[145]
Manifestante protestando contra Bolsonaro, durante palestra deste na Hebraica do Rio de Janeiro, em 3 🗝 de Abril de 2017.
Em abril de 2017, em um discurso no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, Bolsonaro fez um 🗝 menção sobre bacana play bonus de registo filha Laura, de 6 anos, ao dizer: "Eu tenho cinco filhos.
Foram quatro homens, aí no quinto eu 🗝 dei uma fraquejada e veio uma mulher".[146][147]
Em 8 de março de 2018, no Dia Internacional da Mulher, ao ser questionado 🗝 sobre se aumentaria a participação feminina em um eventual governo, Bolsonaro respondeu: "Respeito as mulheres, mas alguém aqui quer a 🗝 volta da Dilma (Rousseff) por acaso? [...
] Não é questão de gênero.
Tem que botar quem dê conta do recado.
Se botar 🗝 as mulheres vou ter que indicar quantos afrodescendentes?"[148][149][150]
Em entrevista a Cláudia Carneiro para a revista Época em 2000, ele afirmou 🗝 que cogitou o aborto de seu filho Jair Renan e passou a decisão para a bacana play bonus de registo esposa.
[151] Para Bolsonaro, o 🗝 aborto é "uma decisão do casal".
[151] Ainda em 2016, ele defendeu novamente o aborto para casos de estupro, pois segundo 🗝 ele: "Não vou discutir, já é lei.
Se alguém apresentar projeto para revogar, é outra história.
"[152] Segundo o coordenador nacional do 🗝 MNDH, Gilson Cardoso, Bolsonaro se opõe à Lei Maria da Penha, que busca coibir a violência doméstica contra mulheres.
[153]Maria do 🗝 Rosário
Bolsonaro discute com Maria do Rosário no plenário da Câmara dos Deputados durante discussão sobre a violência contra a mulher.
Bolsonaro 🗝 é considerado machista, misógino e sexista por vários setores da sociedade.
Em 19 de novembro de 2003, o então deputado federal 🗝 Bolsonaro e a também deputada federal Maria do Rosário eram entrevistados no Salão Verde do Congresso, cada qual por um 🗝 veículo de imprensa.
O assunto era o assassinato de um casal no início do mês, que havia causado grande comoção no 🗝 país, cometido por um grupo liderado por um menor de idade.
Enquanto Bolsonaro criticava a lei da maioridade penal no Brasil, 🗝 Rosário declarava bacana play bonus de registo posição sobre o caso, perante a lei.
Em dado momento, os dois parlamentares iniciaram uma discussão (não se 🗝 sabe quem começou) e parte dela foi gravada pelas câmeras de TV.[154]
- O senhor é que promove essas violências.Promove, sim.
(Rosário) 🗝 - Grava isso aí, grava isso aí, me chamando de estuprador.
(Bolsonaro) - É, sim, é.
(Rosário) - Jamais estupraria você por 🗝 que você não merece.
(Bolsonaro) - É bom que não, por que senão eu lhe dou uma bofetada.
.
.
(Rosário) - Eu 🗝 te dou outra...
Você me chamou de estuprador.Você não tem moral.
Vagabunda, tá? Vagabunda, ok? (Bolsonaro) - Mas o que é isso? 🗝 (Rosário, chorando) - Vai chorar, agora? Desequilibrada.
.
.
E ainda bem que a câmera filmou tudo.(Bolsonaro) [ 154 ]
Bolsonaro fala com 🗝 a imprensa sobre ter virado réu no STF por dizer que Maria do Rosário "não merece ser estuprada"
Em 9 de 🗝 dezembro de 2014, durante um discurso de Maria do Rosário no plenário da Câmara dos Deputados, em que defendia os 🗝 integrantes da Comissão da Verdade, Bolsonaro voltou a atacá-la verbalmente, reiterando que "não a estupraria porque ela não merece" e 🗝 continuou, pedindo a ela que não saísse do plenário, para ouvir o que ele tinha a dizer.
[154][6][155] A briga ocorreu 🗝 após ela dizer que a ditadura militar foi "vergonha absoluta" para o Brasil.
[155] Em um vídeo em bacana play bonus de registo defesa sobre 🗝 o caso no mesmo ano, Bolsonaro alegou que bacana play bonus de registo fala foi "uma resposta reflexa": "Foi uma palavra proferida por mim 🗝 a ela em cima da acusação de estuprador", afirmou.
[156] Ao ser questionado sobre suas declarações, em uma entrevista de fevereiro 🗝 de 2015, Bolsonaro disse ao jornal Zero Hora: "Ela não merece [ser estuprada] porque ela é muito ruim, porque ela 🗝 é muito feia.Não faz meu gênero.
Jamais a estupraria."[157]
Em virtude das declarações feitas durante as discussões com Maria do Rosário, Bolsonaro 🗝 foi condenado em primeira instância por danos morais em setembro de 2015.
[158] Em junho de 2016, o Supremo Tribunal Federal 🗝 (STF), ao analisar denúncia da Procuradoria Geral da República e queixa da própria deputada, decidiu abrir duas ações penais contra 🗝 o deputado Bolsonaro.
Em uma decisão por quatro votos contra um, a Segunda Turma do STF entendeu que, além de incitar 🗝 a prática do estupro, Bolsonaro ofendeu a honra da colega.
Como resultado, o deputado tornou-se réu pela suposta prática de apologia 🗝 ao crime e por injúria.
A denúncia contra Bolsonaro por apologia ao crime foi apresentada em dezembro de 2014 por Ela 🗝 Wiecko (vice-procuradora-geral da República), e caso condenado, ele pode ser punido com pena de três a seis meses de prisão, 🗝 mais multa.
[159] Em 15 de agosto de 2017, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão da primeira instância 🗝 e determinou o pagamento de uma indenização de dez mil reais para Maria do Rosário.
[11] Em 19 de fevereiro de 🗝 2019, o STF negou recurso da defesa de Bolsonaro manteve a decisão das instâncias inferiores.
[160] Por fim, em maio, a 🗝 Justiça determinou que o valor fosse pago em até 15 dias úteis e que Bolsonaro publicasse uma nota de retratação.[161]
Protesto 🗝 de mulheres contra Bolsonaro em abril de 2017
Em 13 de junho de 2019, Bolsonaro pediu desculpas, em mensagem publicada no 🗝 Twitter, à deputada federal Maria do Rosário.
Na nota de desculpa, ele afirmou estar à época "no calor do momento" em 🗝 meio a um embate ideológico sobre direitos humanos com parlamentares e justificou ter falado que ela "não merecia ser estuprada" 🗝 ao relembrar de quando foi chamado de "estuprador" pela deputada.
[162] Ao pedir desculpas pelas declarações feitas contra a deputada Maria 🗝 do Rosário, Bolsonaro disse querer aproveitar o caso para manifestar o "integral e irrestrito respeito às mulheres" e ressaltou ter 🗝 defendido penas mais severas para condenados por estupro, como a castração química, e classificar como hediondos os crimes passionais.
[162]Brigitte Macron
No 🗝 final de agosto de 2019, um dos seguidores da página de Bolsonaro no Facebook postou uma montagem com duas fotos, 🗝 uma com Emmanuel Macron e bacana play bonus de registo esposa, Brigitte, e outra de Bolsonaro e Michelle, em uma publicação que o presidente 🗝 brasileiro havia feito sobre as queimadas.
"Entende agora pq Macron persegue Bolsonaro?", escreveu o seguidor.
A página oficial de Bolsonaro então respondeu 🗝 com a mensagem: "não humilha cara.kkkk".
Posteriormente, a resposta foi apagada, mas membros do Governo Bolsonaro, como Renzo Gracie[163] e Paulo 🗝 Guedes,[164] também questionaram a aparência de Brigitte.
As declarações causaram repercussão negativa[165][166] e impulsionaram a campanha online DesculpaBrigitte, pela qual a 🗝 primeira-dama francesa prestou agradecimentos públicos.
[167] O incidente foi a maior crise diplomática entre os dois países desde a Guerra da 🗝 Lagosta nos anos 1960.
[168][169] Em uma entrevista durante a reunião do G7, Macron disse que o comentário de Bolsonaro sobre 🗝 bacana play bonus de registo mulher foi "extremamente desrespeitoso", além de "triste" e uma "vergonha" para as mulheres brasileiras.
Ele disse que "respeita" os brasileiros, 🗝 mas que espera que "eles tenham muito rapidamente um presidente que se comporte à altura" do cargo.
Patrícia Campos Mello
Protesto de 🗝 mulheres na Avenida Paulista em março de 2019.
Em 18 de fevereiro de 2020, durante uma entrevista a um grupo de 🗝 simpatizantes em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro insultou a jornalista Patrícia Campos Mello com uma insinuação sexual: "Ela queria 🗝 dar o furo a qualquer preço contra mim.
"[170] O depoimento à CPMI ao qual o presidente se referia era de 🗝 Hans River do Rio Nascimento, que trabalhou para a Yacows, empresa especializada em marketing digital, durante a campanha eleitoral de 🗝 2018.
Os congressistas Bolsonaro, Carlos Jordy e Filipe Barros, apoiaram a caracterização de Nascimento.
[171] Entretanto, diversos partidos, políticos e celebridades[172][173] e 🗝 por entidades jornalísticas, que consideraram a fala um ataque à democracia, repudiaram a atitude do presidente.
[174] Para a Associação Nacional 🗝 de Jornais (ANJ), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Observatório da Liberdade de Imprensa da Ordem dos 🗝 Advogados do Brasil (OAB), a fala de Bolsonaro desrespeita a imprensa e o seu trabalho essencial na democracia.
A Associação Brasileira 🗝 de Imprensa (ABI) chamou a agressão de "covarde" e pediu à Procuradoria-Geral da República que denuncie a quebra de decoro 🗝 de Bolsonaro.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo afirma que a fala do presidente pode ser classificada como injúria 🗝 e é passível de responsabilização criminal.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em nota assinada pela Comissão Nacional de Mulheres, diz 🗝 que o episódio foi de "machismo, sexismo e misoginia".
Em nota, a Folha de S.
Paulo afirmou: "O presidente da República agride 🗝 a repórter Patrícia Campos Mello e todo o jornalismo profissional com a bacana play bonus de registo atitude.
Vilipendia também a dignidade, a honra e 🗝 o decoro que a lei exige do exercício da Presidência".
[175][176][177]Homofobia
Bolsonaro já condenou publicamente a homossexualidade[7] e já se opôs à 🗝 aplicação de leis que garantam direitos LGBT, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a adoção de filhos por 🗝 casais homossexuais[178] e a alteração no registro civil para transexuais.
[179] O deputado federal associa a homossexualidade à pedofilia pois, como 🗝 afirmou numa entrevista concedida ao Jornal de Notícias, "muitas das crianças que serão adotadas por casais gays vão ser abusadas 🗝 por esses casais homossexuais.
"[180] Na Folha de S.
Paulo, em maio de 2002, disse que poderia agredir homossexuais: "não vou combater 🗝 nem discriminar, mas, se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater."[181]
Em 2002, um projeto de lei sobre 🗝 direitos humanos foi encaminhado ao Congresso Nacional, onde pretendia-se alterar o Código Penal Militar para extinguir diferenciação na punição entre 🗝 práticas libidinosas homo e heterossexuais.
[182][183][184] Bolsonaro se opôs, alegando que isto reduziria a segurança dos militares e os obrigaria a 🗝 se tornarem homossexuais.[182][183][184]
Com mais este passo dado em relação à liberalização sexual dentro das Forças Armadas, seria compelido a lutar 🗝 contra o serviço militar obrigatório.
Nenhum pai estaria tranqüilo ao saber que seu filho, durante cinco dias de acampamento, foi obrigado 🗝 a dormir numa minúscula barraca com um recruta homossexual sem poder reclamar, pois se assim procedesse seria punido por crime 🗝 de discriminação sexual! [...
] Conta-se que um comandante da Marinha inglesa, precocemente pedira transferência para a reserva, e indagado sobre 🗝 o motivo, já que tinha tudo para uma longa carreira, respondeu: "Quando entrei para a Marinha, o homossexualismo era proibido, 🗝 agora passou a ser tolerável, vou embora antes que se torne obrigatório".
- Jair Bolsonaro, sobre o projeto de lei de 🗝 2002.
Em 2010, Bolsonaro correu o risco de ser expulso da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados por defender, 🗝 primeiramente em um debate da TV Câmara e posteriormente em outros programas, que bater no filho é a melhor forma 🗝 de evitar que ele se torne gay.
[185] Segundo a deputada Iriny Lopes, presidente da Comissão, alguma providência seria tomada antes 🗝 do fim do ano legislativo, já que o que foi dito pelo deputado agride duplamente os direitos humanos.
Pedro Wilson, outro 🗝 deputado membro da Comissão, apoiou a decisão da presidente e acrescentou que esta não havia sido a primeira vez que 🗝 Bolsonaro agia de tal forma.
Em resposta à decisão, Bolsonaro, em ironia e deboche, disse estar se lixando para eles e 🗝 pediu respeito à, segundo ele, minoria heterossexual que ele representa na Comissão.[185]
Um requerimento propondo punição ao deputado e assinado por 🗝 Pedro Wilson, Iriny Lopes e Chico Alencar foi aprovado em 1 de dezembro de 2010.
[185] Bolsonaro, que estava presente na 🗝 reunião, ria enquanto era reprovado e manteve suas declarações.
Foi defendido pelo deputado Fernando Chiarelli, ambos também criticando a cartilha elaborada 🗝 pelo Ministério da Educação para ensinar as crianças a conviver com colegas homossexuais.
[185] Apesar da postura de Bolsonaro ter sido 🗝 reprovada pela maioria dos membros da Comissão, os parlamentares se opuseram à aplicação de punição.[185]
Bandeira LGBT em um protesto contra 🗝 Bolsonaro em maio de 2019
Em março de 2011, na entrevista que forneceu ao programa CQC, da Rede Bandeirantes, Bolsonaro também 🗝 se posicionou contra os movimentos que fazem "apologia" à homossexualidade e à bissexualidade.
Disse que seu filho, com "boa educação e 🗝 um pai presente", "não corre o risco" de se tornar homossexual, e que desfiles gays são "promoção de maus costumes".
Ao 🗝 ser perguntado pela cantora Preta Gil sobre o que faria se seu filho caso apaixonasse por uma garota negra, Bolsonaro 🗝 disse que "não discutiria promiscuidade" e que "não corre esse risco porque seus filhos foram muito bem educados", uma das 🗝 declarações que mais causou polêmica na entrevista.
[125][188][189] Em 3 de abril, foi realizado um mini ato contra esta e outras 🗝 declarações do deputado no programa.
[188][189] Em 9 novembro de 2017, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro 🗝 condenou Bolsonaro a pagar uma multa de 150 mil reais por dano moral coletivo devido a declarações dadas pelo parlamentar 🗝 em 2011 ao programa CQC, quando afirmou que "não corre o risco" de ter um filho homossexual porque seus filhos 🗝 têm uma "boa educação".
A juíza Luciana Teixeira disse que o deputado abusou do seu direito de livre expressão para cometer 🗝 ato ilícito.
"Não se pode deliberadamente agredir e humilhar, ignorando-se os princípios da igualdade e isonomia, com base na invocação à 🗝 liberdade de expressão".[13]
Em maio de 2011, após o reconhecimento da união estável de casais homossexuais pelo Supremo Tribunal Federal, Jair 🗝 Bolsonaro afirmou que o "próximo passo vai ser a adoção de crianças (por casais homossexuais) e a legalização da pedofilia", 🗝 forçando uma associação entre pedofilia e homossexualidade.
[190] As falas de Bolsonaro foram ironizadas por internautas no Twitter após a decisão 🗝 do STF.
[191][192] Também, panfletos com ataques aos defensores dos homossexuais foram espalhados pela cidade de Resende, no Rio de Janeiro, 🗝 assinados pelo deputado.
O material também estava disponível em seu site.[192]
Em uma entrevista concedida ao Jornal de Notícias, em junho de 🗝 2011, o então deputado federal associou a homossexualidade à pedofilia, afirmando que "muitas das crianças que serão adotadas por casais 🗝 gays vão ser abusadas por esses casais homossexuais".
[180] Além disto, alegou que o Brasil não precisa de uma legislação específica 🗝 contra a homofobia porque "a maioria dos homossexuais é assassinada por seus respectivos cafetões, em horários em que o cidadão 🗝 de bem já está dormindo".[122]
Em outubro de 2011, um processo contra o deputado foi aberto no Conselho de Ética e 🗝 Decoro Parlamentar pelo PSOL, que o acusou de disseminar preconceito e estimular violência, citando uma discussão do deputado com uma 🗝 senadora sobre o projeto de lei que criminaliza a homofobia, em 12 de maio, no Senado.
[193] Cita também a participação 🗝 de Bolsonaro no programa CQC.[193]
Uma petição foi criada pela Avaaz com o intuito de apoiar o Projeto de lei 122 🗝 de 2006.
[194] Nesta, é dito que Bolsonaro apresenta ideias homofóbicas e que elas são perigosas.
[194] Em entrevista para a revista 🗝 Época sobre o Projeto de Lei 122, em julho de 2011, Bolsonaro disse:
A maioria dos homossexuais é assassinada por seus 🗝 respectivos cafetões, em áreas de prostituição e de consumo de drogas, inclusive em horários em que o cidadão de bem 🗝 já está dormindo.
[ 122 ] - Jair Bolsonaro
Em uma entrevista para o documentário "Out There", feito pelo ator e comediante 🗝 britânico Stephen Fry e exibido na BBC em 2013, o deputado afirmou: "Nenhum pai tem orgulho de ter um filho 🗝 gay ...
Nós, brasileiros, não gostamos dos homossexuais".
Em um comentário sobre o que ouviu, Fry disse: "Bolsonaro é o típico homofóbico 🗝 que eu encontrei pelo mundo, com seu mantra de que os gays querem dominar a sociedade, recrutar crianças ou abusar 🗝 delas.
Mesmo num país progressista como o Brasil, suas mentiras criam histeria entre os ignorantes, de onde a violência pode surgir.
"[8] 🗝 Em outra entrevista, concedida ao El País em fevereiro de 2014, Bolsonaro disse que a "maioria" dos homossexuais são "fruto 🗝 do consumo de drogas".[195]
Em março de 2016, a atriz norte-americana Ellen Page divulgou uma entrevista concedida por Bolsonaro em 2015 🗝 e que faz parte de um episódio que trata sobre a homofobia no Brasil, feito por ela para a série 🗝 de documentário "Gaycation".
Na entrevista, Page, que assumiu publicamente bacana play bonus de registo homossexualidade, diz que tinha lido uma reportagem onde o deputado afirmava 🗝 que filho homossexuais deviam apanhar e pergunta se Bolsonaro achava que ela também devia ter apanhado na infância.
O deputado respondeu 🗝 ao dizer que o número "crescente" de gays assumidos se deve a "às liberalidades, às drogas e à mulher também 🗝 trabalhando".[196]
No dia 4 de outubro de 2018, Bolsonaro disse: "Cada um, depois da bacana play bonus de registo idade, dono de seus atos, vai 🗝 cuidar da bacana play bonus de registo vida.
Para crianças de seis anos de idade, não dá.
O pai não quer chegar em casa e ver 🗝 o seu filho brincando de boneca por influência da escola.
Os homossexuais serão felizes se eu for presidente.
"[197] No dia 6 🗝 do mesmo mês, pouco antes do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras, afirmou: "Vamos fazer um governo para todo mundo.
Para 🗝 os gays, e inclusive tem gay que é pai, tem gay que é mãe.
É um trabalho para todos vocês."[144]
Após ser 🗝 eleito presidente nas eleições de 2018, ao ser questionado por William Bonner, no Jornal Nacional, sobre o que diria para 🗝 aqueles que forem preconceituosos e agressivos contra gays, Bolsonaro respondeu: "A agressão contra um semelhante tem que ser punida na 🗝 forma da lei.
E se for por um motivo como esse, tem que ter bacana play bonus de registo pena agravada."[198]
Em 9 novembro de 2017, 🗝 o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro o condenou a pagar uma multa de 150 mil reais 🗝 por dano moral coletivo devido a declarações dadas pelo parlamentar em 2011 ao programa CQC, quando afirmou que "não corre 🗝 o risco" de ter um filho homossexual porque seus filhos têm uma "boa educação".
A juíza Luciana Teixeira disse que o 🗝 deputado abusou do seu direito de livre expressão para cometer ato ilícito.
"Não se pode deliberadamente agredir e humilhar, ignorando-se os 🗝 princípios da igualdade e isonomia, com base na invocação à liberdade de expressão", afirmou a magistrada.[13]
Em 10 de agosto de 🗝 2019, todavia, durante a Marcha para Jesus em Brasília, Bolsonaro classificou como "coisa do Capeta" o que considera "ideologia de 🗝 gênero" e explicou que não acolheria políticas que mudem a "família tradicional" sem uma emenda à constituição brasileira.
Ele completou ao 🗝 dizer que, mesmo com tal aprovação, seguiria defendendo que a família é constituída por homem e mulher, já que "não 🗝 dá para emendar a Bíblia".
[199][200]Jean Wyllys
No dia 27 de abril de 2011, Bolsonaro se envolveu numa nova polêmica, desta vez 🗝 com o deputado Jean Wyllys (PSOL).
Numa audiência sobre segurança pública, Wyllys teria dito ao ministro da justiça José Cardozo que 🗝 "o crime tem muitas causas e uma das causas é o ódio, fruto do racismo e do preconceito.
Estimular ódio e 🗝 assassinato não é liberdade de expressão".
Para provocar Wyllys, abertamente homossexual, Bolsonaro afirmou, após criticar o plano nacional de direitos humanos, 🗝 que conhecia pais que "têm vergonha de seus filhos gays".
[201][202][203] Interrompido pela presidente da comissão de direitos humanos, Manuela d'Ávila 🗝 (PCdoB), que considerou as falas do deputado ofensivas, Bolsonaro negou ter ofendido algum parlamentar.
Wyllys, contudo, disse ter se sentido ofendido 🗝 com as afirmações do deputado, que por bacana play bonus de registo vez atacou Wyllys pessoalmente dizendo "O problema é seu.
Eu não teria orgulho 🗝 de ter um filho como você".
Mais uma vez, a presidente da comissão foi obrigada a intervir para evitar que Bolsonaro 🗝 iniciasse um bate-boca.
Ao sair da audiência, o ministro José Eduardo Cardozo disse "Seres humanos devem ser tratados como seres humanos.
As 🗝 pessoas têm o direito de ser o que quiserem.
Podemos até discordar, mas não sair por aí manifestando posições odiosas, de 🗝 ódio mortífero".[204]
Escola sem Homofobia e educação sexual
No dia 11 de maio de 2011, Bolsonaro distribuiu no Senado panfletos contrários ao 🗝 "kit gay" que, segundo ele, o Ministério da Educação planejava distribuir em escolas contra a discriminação de homossexuais e que 🗝 Bolsonaro considerava como "promoção do homossexualismo".
Os panfletos, que se colocam contra um plano de promoção dos direitos humanos e LGBT 🗝 ensejaram forte oposição da senadora Marinor Brito (PSOL).
A senadora, que defende a criminalização da homofobia e qualquer declaração contra a 🗝 conduta homossexual, vendo Bolsonaro apresentar panfletos aos meios de comunicação atrás de Marta Suplicy,[205] que dava entrevista, reagiu batendo nos 🗝 papéis e dizendo "tira isso daqui", ao que Bolsonaro reagiu, chamando-a de "heterofóbica".
Bolsonaro mais tarde afirmou que "Já que está 🗝 difícil ter macho por aí, eu estou me apresentando como macho e ela aloprou.
Não pode ver um heterossexual na frente.
Ela 🗝 deu azar duas vezes: uma que sou casado e outra que ela não me interessa.
É muito ruim, não me interessa.
"[206] 🗝 Segundo jornalistas, Brito e Bolsonaro quase chegaram a se agredir fisicamente.
No mesmo dia, Marinor Brito entrou com uma representação contra 🗝 o deputado, dizendo que "o parlamentar deve servir de exemplo à sociedade".
[207] O antropólogo Luis Mott afirmou que processaria Bolsonaro, 🗝 uma vez que os panfletos do deputado trariam a foto de Mott acompanhada de frases que, de acordo com Mott, 🗝 não são de bacana play bonus de registo autoria.[208]
Beijaço contra Bolsonaro e Marco Feliciano na Câmara em maio de 2016.
Em uma entrevista à revista 🗝 Playboy, em junho de 2011, Bolsonaro afirmou: "Seria incapaz de amar um filho homossexual.
Não vou dar uma de hipócrita aqui: 🗝 prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí.
Para mim ele vai ter 🗝 morrido mesmo.
" Ele também disse que se um casal homossexual fosse morar ao seu lado isto iria desvalorizar bacana play bonus de registo casa.
[210] 🗝 Em julho do mesmo ano, durante uma entrevista para leitores da revista Época, disse que "se lutar para impedir a 🗝 distribuição do 'kit gay'[nota 1] nas escolas de ensino fundamental com a intenção de estimular o homossexualismo, em verdadeira afronta 🗝 à família é ser preconceituoso, então sou preconceituoso, com muito orgulho".[122]
No entanto, desde que começou a se apresentar como pré-candidato 🗝 à Presidência do Brasil, Bolsonaro passou a adotar um discurso mais moderado em relação aos LGBTs e a dizer que 🗝 não tem nada contra os homossexuais, mas que combate apenas o que chama de "kit gay" nas escolas.
[212] Em 11 🗝 de janeiro de 2016, por exemplo, Bolsonaro publicou um vídeo em seu canal oficial onde diz: "Eu não tenho nada 🗝 a ver com comportamento de quem quer que seja.
Se o homem e a mulher resolver mais tarde ir morar com 🗝 o companheiro, formar um par, ir morar com aqueles do mesmo sexo, vá ser feliz.
Mas não podemos admitir, que por 🗝 omissão nossa do Parlamento, crianças se tornem homossexuais no futuro, ou tenham esse comportamento homossexual no futuro, por influência da 🗝 escola.
Isso é inadmissível.
"[213] Desde então, ele afirma que não tem nada contra gays e que combate apenas o "kit gay" 🗝 nas escolas.[212]
No dia 10 de janeiro de 2016 o deputado postou um vídeo em seu Facebook no qual criticava o 🗝 currículo escolar das escolas públicas que, segundo ele inclui informações sobre homossexualismo e educação sexual.
O deputado se refere, especificamente, ao 🗝 livro "Aparelho Sexual e Cia.
", que, segundo ele, "estimula precocemente as crianças a se interessarem por sexo" e estaria sendo 🗝 distribuído a crianças de 6 anos de idade.[214]
O Ministério da Educação (MEC), em nota, divulgou dia 15 de janeiro do 🗝 mesmo ano, que não tem qualquer relação com o livro.
O mesmo boato já havia circulado, de acordo com o MEC, 🗝 em 2013, quando foi necessário explicar que não havia recomendação do ministério sobre o livro, tampouco ele constaria no Programa 🗝 Nacional do Livro Didático e no Programa Nacional Biblioteca da Escola.[215]
Em 2018, durante a eleição presidencial, o Tribunal Superior Eleitoral 🗝 (TSE) determinou a remoção de vídeos que afirmassem que o livro francês Aparelho Sexual e Cia.
(associado por Bolsonaro ao "kit 🗝 gay") havia sido distribuído por programas governamentais enquanto Fernando Haddad ocupava o cargo de Ministro da Educação.
A representação tinha como 🗝 alvos Jair Bolsonaro e seus filhos Carlos e Flávio Bolsonaro.
Segundo o ministro Carlos Horbach, os vídeos configuram "a difusão de 🗝 fato sabidamente inverídico, pelo candidato representado e por seus apoiadores, em diversas postagens efetuadas em redes sociais" o que "gera 🗝 desinformação no período eleitoral, com prejuízo ao debate político".
O ministro acrescenta que o livro não fez parte do programa Escola 🗝 sem Homofobia, que sequer chegou a ser executado pelo MEC.
[216][217]Racismo e xenofobiaNegros
Ao ser questionado por Preta Gil sobre o que 🗝 faria se seu filho caso apaixonasse por uma garota negra, Bolsonaro disse que "não corre esse risco porque seus filhos 🗝 foram muito bem educados" [ 125 ]
Bolsonaro discorda da aplicação de ações afirmativas, como cotas raciais para afro-brasileiros: em 2006, 🗝 como forma de protesto contra a formulação de políticas de cotas nas universidades públicas, o deputado apresentou um projeto de 🗝 lei complementar na Câmara dos Deputados, propondo o estabelecimento de cotas para deputados negros e pardos, admitindo, em seguida, que, 🗝 se o projeto fosse à votação, seria contra ele.[218]
Em uma entrevista dada ao programa Custe o Que Custar (CQC), no 🗝 dia 28 de março de 2011, ao ser perguntado pela cantora Preta Gil sobre o que faria se seu filho 🗝 caso apaixonasse por uma garota negra, Bolsonaro disse que "não discutiria promiscuidade" e que "não corre esse risco porque seus 🗝 filhos foram muito bem educados", uma das declarações que mais causou polêmica na entrevista.[125]
No dia seguinte, afirmou que a resposta 🗝 a Preta Gil fora um "mal entendido".
[219] A cantora disse que entrará com uma representação no Ministério Público contra Bolsonaro 🗝 por homofobia e preconceito racial.
[220] A Ordem dos Advogados do Brasil anunciou que encaminhará pedido de cassação do mandato de 🗝 Bolsonaro por quebra de decoro parlamentar, justificando que as declarações do deputado do Partido Progressista são "inaceitavelmente ofensivas pois têm 🗝 um cunho racista e homofóbico, incompatível com as melhores tradições parlamentares brasileiras".
[221] Na quarta-feira seguinte ao programa, Bolsonaro declarou que 🗝 "está se lixando para esse pessoal", referindo-se a movimentos LGBT.[222]
Em resposta aos protestos contra Bolsonaro, seus filhos, Carlos e Flávio 🗝 Bolsonaro, vereador e deputado estadual, respectivamente, ambos pelo PP-RJ, disseram que a última declaração dada na entrevista, em que classificou 🗝 o namoro inter-racial como uma "promiscuidade", pode ter sido mal interpretada por um erro na edição feita pelo programa.
Também disseram, 🗝 defendendo as declarações contra homossexualidade na família, que ser homossexual não é o "normal", que apenas uma minoria tem esse 🗝 posicionamento e que a maioria dos brasileiros pensa como Jair Bolsonaro, defendendo a integridade da família e a segurança.
O próprio 🗝 Bolsonaro justificou-se alegando que pensou que a pergunta fosse sobre o relacionamento de seu filho com um homossexual.
[223] Os filhos 🗝 de Bolsonaro consideram como "oportunistas" todas as pessoas que acusam o deputado de ser homofóbico e racista, eles mostram-se completamente 🗝 a favor do pai e afirmam que têm as mesmas opiniões do deputado.
[224] Bolsonaro se defendeu dizendo que foi entrevistado 🗝 por meio de um computador e que não entendeu a última pergunta da entrevista.[225]
Ele entende que a homossexualidade é fruto 🗝 do meio onde a pessoa convive.
E nós não convivemos.
Nós, graças a Deus, convivemos no meio familiar.
Não convivemos em meios tão 🗝 badalados, como alguns artistas gostam de frequentar.
Essa é a posição dele, ele não está querendo se referir ao homossexualismo como 🗝 uma doença.
- Flávio Bolsonaro, deputado estadual pelo PP-RJ e filho de Jair, explicando afirmações do deputado na entrevista cedida ao 🗝 CQC sobre a homossexualidade e a família.
Bolsonaro combinou que voltaria ao programa para esclarecer suas afirmações, em especial sobre a 🗝 pergunta de Preta Gil, em que chamou de "promiscuidade" o namoro entre seu filho e uma negra.
[226] A entrevista gerou 🗝 muita polêmica e rendeu ao deputado vários protestos e acusações.
As declarações de Bolsonaro foram consideradas um "caso explícito de racismo" 🗝 por Luiza Bairros, ministra-chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
[227] A ministra se referiu à declaração 🗝 de Bolsonaro sobre cotas raciais e afirmou que não se pode confundir a liberdade de expressão com um crime de 🗝 preconceito racial.
Segundo ela, Bolsonaro cometeu um crime previsto na constituição brasileira.
[227] O deputado havia dito que não aceitaria "ser operado 🗝 por um médico cotista" ou "embarcar em um avião comandado por um piloto cotista".[228][229]
As declarações de Bolsonaro repercutiram também nas 🗝 redes sociais.
Em menos de uma semana, uma página no Facebook contava com mais de vinte mil membros que protestavam contra 🗝 as supostas declarações de homofobia e racismo do deputado.
[225] No Twitter, a hashtag com o título de "forabolsonaro" ficou entre 🗝 as mais comentadas da semana.
[225] Outros sites contam com mais de vinte e cinco mil assinaturas pedindo a cassação do 🗝 mandato do deputado.
[225] Bolsonaro pode ser processado, para a OAB, que defendeu que a Câmara dos Deputados abra um processo 🗝 contra o deputado por quebra de decoro.
[230] Até às onze horas do dia 7 de abril de 2011, o site 🗝 na internet que permite o cadastramento de pessoas que querem "proteger o Brasil de Bolsonaro" e pretende atingir a marca 🗝 de cem mil cadastramentos, já chegava a 79 mil assinaturas pela Internet.[194]
Manifestação em Porto Alegre com a hashtag usada no 🗝 Movimento Ele Não.
Na segunda-feira seguinte ao programa da entrevista, originalmente exibida em 28 de março de 2011, o programa CQC 🗝 reapresentou as duas perguntas mais polêmicas da entrevista,[231] a de que ele era contra cotas raciais, em que foi interpretado 🗝 como racista, e a pergunta de Preta Gil, em que o deputado de refere ao namoro entre raças diferentes, em 🗝 especial do seu filho com uma negra, como uma promiscuidade.
O deputado, em relação a última pergunta da entrevista, esquivou-se dizendo 🗝 que não havia entendido a pergunta feita por Preta Gil, apoiando-se também no comentário do apresentador Marcelo Tas, que disse 🗝 que queria acreditar que "o deputado não entendeu a pergunta".
Bolsonaro afirmou ter entendido que o namoro seria com um homossexual.
Também 🗝 respondeu que seus filhos foram "muito bem-educados" e não viveram num meio como "lamentavelmente" vivera a cantora.
Um dos apresentadores do 🗝 programa, Rafinha Bastos supôs que o deputado havia se apoiado na inexistência de uma lei contra a homofobia para que 🗝 bacana play bonus de registo resposta não fosse considerada um crime, como seria se a resposta tivesse sido racista.
O deputado ainda prometeu explicar-se publicamente.
Alguns 🗝 grupos que estão a favor de Bolsonaro também se manifestaram.
Neonazistas convocam "ato cívico" a favor de Bolsonaro através de redes 🗝 sociais.
[232] Uma manifestação convocada pela internet[233] ocorreu em 9 de abril, próximo ao MASP, em São Paulo.
Um grupo contrário a 🗝 Bolsonaro, formado por cerca de setenta, exibiu cartazes e cantos de guerra; o grupo favorável ao deputado tinha por volta 🗝 de quarenta integrantes, sem nenhum negro.
Apesar de tensão e de intervenção policial, não houve confronto.
[234][235] Mesmo sem agressão física, oito 🗝 integrantes do grupo que apoiava Bolsonaro e duas do grupo contra o pepista foram detidas.
Os primeiros faziam parte dos grupos 🗝 Ultradefesa, União Nacionalista e Carecas, averiguados por crime de intolerância, e os últimos eram punks anarquistas que não portavam documentos.
Um 🗝 participante do grupo autodenominado "nacionalista" ainda teve de ser retirado após discutir com integrante do movimento gay.
[236] Ainda em redes 🗝 sociais, simpatizantes de Bolsonaro pedem que ele concorra a presidência, como em "Bolsonaro para Presidente", e se dizem "fãs" do 🗝 deputado.[233]
Várias instituições responsáveis pela promoção dos direitos humanos pediram investigação e punição de Jair Bolsonaro.
O Movimento Nacional pelos Direitos Humanos 🗝 exigiu que o deputado fosse punido pelas declarações, afirmando que, "como toda Nação brasileira [sic], o Movimento Nacional de Direitos 🗝 Humanos (MNDH) se viu perplexo e indignado diante das ofensas racistas e homofóbicas proferidas pelo deputado federal Jair Bolsonaro contra 🗝 a cantora Preta Gil, e por consequência contra ambos os grupos sociais, em programa de televisão, na última segunda-feira, dia 🗝 28 de março.
"[237] A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transsexuais pediu investigação criminal de Jair Bolsonaro com base nos 🗝 crimes de racismo e injúria e difamação.
[238] A UNESCO, braço da ONU, pediu que as falas de Bolsonaro fossem investigadas.[239] 🗝 A Folha de S.
Paulo, em editorial do dia 5 de abril, defendeu que o deputado fosse submetido a juízo político 🗝 por discriminação e preconceito, embora se opondo à cassação.
O grupo Tortura Nunca Mais publicou uma nota de repúdio às falas 🗝 de Jair Bolsonaro.[41]
Bolsonaro segurando uma placa contra o politicamente correto
Por meio do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção 🗝 dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNCD/LGBT), o governo federal brasileiro afirmou que "Bolsonaro reforça a bacana play bonus de registo 🗝 faceta homofóbica, racista e sexista, agindo, de forma deliberada, com posturas incompatíveis com o decoro e a ética exigida de 🗝 um representante da sociedade brasileira no Congresso Nacional".
Segundo a ministra da Igualdade Racial, as declarações de Bolsonaro foram "caso explícito 🗝 de racismo".
[240] A coordenadora da organização não-governamental Actionaid, Rosana Heringer, defendeu que, na impossibilidade de cassação de Bolsonaro pela lei 🗝 do racismo, "ele merece uma punição do ponto de vista simbólico e cultural, para pensar duas vezes antes de falar 🗝 isso de novo.
"[241] A Comissão de Direitos Humanos da Câmara disse que investigaria Bolsonaro por suas falas de conteúdo discriminatório.
[242] 🗝 O presidente da Fundação Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, demonstrou indignação em relação às falas de Bolsonaro.
Segundo ele, "É preciso 🗝 coibir todo e qualquer ato que vise fomentar o racismo.
E é isso que faremos".
[243] No dia 6 de abril de 🗝 2011 o deputado Bolsonaro faltou à reunião da Comissão de Direitos Humanos quando, segundo seu gabinete, preparava uma defesa contra 🗝 as acusações de racismo pela entrevista cedida ao programa de televisão.
[244] No mesmo dia, manifestantes fizeram um protesto contra o 🗝 deputado, exibindo cartazes com uma caricatura de Bolsonaro assemelhando-se a Adolf Hitler e trazendo a hashtag "forabolsonaro", utilizada no Twitter 🗝 para promover a indignação contra as declarações do deputado.
[244][245] Mais tarde, foi divulgado que o presidente da União Brasileira dos 🗝 Estudantes Secundaristas (UBES), Yann Evanovick, afirmou que "Não dá para um país, com teoricamente uma democracia plena, ter parlamentares preconceituosos, 🗝 homofóbicos e machistas, como o deputado Bolsonaro".
Junto dele, a União Nacional dos Estudantes e outras vinte entidades enviaram um documento 🗝 à Comissão de Direitos Humanos pedindo a investigação de Bolsonaro por crime de racismo.
[246] O presidente da câmara, Marco Maia 🗝 (PT), disse estudar a possibilidade de alteração no código de ética da Câmara para viabilizar punições alternativas ao deputado.
[247] Protestos 🗝 de grupos ligados à UNE, movimentos indígenas, negros e religiosos protestaram no dia 7 de abril na Câmara Federal, comparando 🗝 Bolsonaro a Hitler.[248]
A entrevista ao CQC rendeu ao deputado vários processos por quebra de decoro e racismo.
Para o presidente da 🗝 Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, a Câmara dos Deputados abriu um processo contra Bolsonaro.
[249] A cantora Preta Gil 🗝 também entrou com um pedido de processo contra o deputado por racismo, alegando que as declarações foram claramente racistas e 🗝 que o próprio deputado "assume o que é", a cantora agradeceu ao programa por, supostamente, "provar" esse racismo.
[250] Em 6 🗝 de abril de 2011, o deputado foi notificado pela Corregedoria da Câmara para apresentar defesa contra petições protocoladas por seus 🗝 pares notificando o caso.
[251] Não obstante, o Conselho de Defesa da Pessoa Humana, do Governo Federal, decidiu encaminhar uma queixa 🗝 formal à Procuradoria-Geral da República pela suposta prática do parlamentar acerca de racismo e homofobia.
A Secretaria da Igualdade Racial e 🗝 os deputados Édson Santos e Luiz Alberto, ambos do PT, reiteraram pedido da Câmara.
[252] Em 2013, foi aberto um inquérito 🗝 contra Bolsonaro ao STF pelas declarações supostamente racistas feitas contra a cantora, que, após análise do ministro, foi arquivado por 🗝 falta de provas em 2015, sob a justificativa de que a emissora não disponibilizou a íntegra da gravação da entrevista, 🗝 mas somente bacana play bonus de registo versão editada, não sendo assim possível averiguar se Bolsonaro estava referindo-se a pergunta feita,[253] como também justificou 🗝 o próprio Bolsonaro no programa Programa Raul Gil.[254]Quilombolas
Ver artigo principal: Quilombo
Jair Bolsonaro tratou com total menoscabo os integrantes de comunidades 🗝 quilombolas.
Referiu-se a eles como se fossem animais, ao utilizar a palavra 'arroba'.
Esta manifestação, inaceitável, alinha-se ao regime da escravidão, em 🗝 que negros eram tratados como mera mercadoria, e à ideia de desigualdade entre seres humanos, o que é absolutamente refutado 🗝 pela Constituição brasileira e por todos os Tratados e Convenções Internacionais de que o Brasil é signatário, que afirmam a 🗝 igualdade entre seres humanos como direito humano universal e protegido.
Jair Bolsonaro ainda consignou, em comparação, que os japoneses são um 🗝 povo trabalhador, que não pede esmola.
Assim, evidenciou que, em bacana play bonus de registo visão, há indivíduos ou povos superiores a outros, tratando quilombolas 🗝 como seres inferiores.
Estas manifestações feitas pelo acusado, de incitação a comportamento e sentimento xenobófico, reforça atitudes de violência e discriminação 🗝 que são vedadas pela Constituição e pela lei penal" Raquel Dodge, Procuradora-Geral da República.[ 255 ]
Em abril de 2017, em 🗝 um discurso no Clube Hebraica, na zona sul do Rio de Janeiro, o deputado federal disse que irá acabar com 🗝 todas as terras indígenas e comunidades quilombolas do Brasil caso seja eleito em 2018.
Ele também afirmou que irá terminar com 🗝 o financiamento público para ONGs: "Pode ter certeza que se eu chegar lá (presidência da República) não vai ter dinheiro 🗝 pra ONG.
Se depender de mim, todo cidadão vai ter uma arma de fogo dentro de casa.
Não vai ter um centímetro 🗝 demarcado para reserva indígena ou pra quilombola.
" Ele também alegou que as reservas indígenas e quilombolas atrapalham a economia.
"Onde tem 🗝 uma terra indígena, tem uma riqueza embaixo dela.
Temos que mudar isso daí", afirmou.[256]
Eu fui num quilombola (sic).
O afrodescendente mais leve 🗝 lá pesava sete arrobas.
Não fazem nada! Eu acho que nem pra procriador ele serve mais.
Mais de 1 bilhão de reais 🗝 por ano é gastado com eles.
[ 256 ] [ 257 ] [ 258 ] - Jair Bolsonaro
Após a frase sobre 🗝 quilombolas, o parlamentar foi denunciado pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, que afirmou que Bolsonaro usou expressões injuriosas, 🗝 preconceituosas e discriminatórias com objetivo de ofender e ridicularizar as comunidades quilombolas e a população negra.
[259] Em 3 de outubro 🗝 de 2017, o deputado foi condenado a pagar 50 mil reais de multa pelo crime de danos morais.[12]
No dia 13 🗝 de abril de 2018, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou outra denúncia contra Bolsonaro pelo crime de racismo, que é 🗝 inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão de 1 a 3 anos mais multa.
Na denúncia, a procuradora-geral da República 🗝 Raquel Dodge pede que o parlamentar pague 400 mil reais por danos morais coletivos e afirma: "Jair Bolsonaro tratou com 🗝 total menoscabo os integrantes de comunidades quilombolas.
Referiu-se a eles como se fossem animais, ao utilizar a palavra 'arroba'.
Esta manifestação, inaceitável, 🗝 alinha-se ao regime da escravidão, em que negros eram tratados como mera mercadoria, e à ideia de desigualdade entre seres 🗝 humanos, o que é absolutamente refutado pela Constituição brasileira e por todos os Tratados e Convenções Internacionais de que o 🗝 Brasil é signatário, que afirmam a igualdade entre seres humanos como direito humano universal e protegido.
Jair Bolsonaro ainda consignou, em 🗝 comparação, que os japoneses são um povo trabalhador, que não pede esmola.
Assim, evidenciou que, em bacana play bonus de registo visão, há indivíduos ou 🗝 povos superiores a outros, tratando quilombolas como seres inferiores.
Estas manifestações feitas pelo acusado, de incitação a comportamento e sentimento xenobófico, 🗝 reforça atitudes de violência e discriminação que são vedadas pela Constituição e pela lei penal", concluiu a procuradora.
[255] A denúncia 🗝 foi rejeitada pelo STF em 11 de setembro do mesmo ano.
[260]Povos indígenas
Jair Bolsonaro também questiona a política indígena do governo 🗝 brasileiro.
Em um de seus pronunciamentos a uma audiência na Câmara dos Deputados, que tratava sobre a questão em Roraima.
O deputado 🗝 afirmou que o Movimento dos Sem Terra (MST), "apesar de abonado e constituído por pessoas que falam a nossa língua 🗝 e são educadas", não consegue fazer a reforma agrária, enquanto que "índios fedorentos, não educados e não falantes de nossa 🗝 língua" possuem 12% das terras brasileiras e fazem lobby no Congresso Nacional.
Os comentários de Bolsonaro causaram grande indignação no plenário, 🗝 entre índios, parlamentares e grupos de defesa de direitos humanos, que consideraram que a fala do então deputado feria o 🗝 princípio de não discriminação da Constituição Brasileira.
[261] Sentindo-se constrangido e ofendido com os comentários de Bolsonaro sobre a questão indígena, 🗝 uma das lideranças do povo sateré-maués presentes na audiência pública chegou até mesmo a atirar um copo de água na 🗝 direção do deputado.
[262] Depois de ser atingido pelo copo d'água, Bolsonaro disse: "É um índio que está a soldo aqui 🗝 em Brasília, veio de avião, vai agora comer uma costelinha de porco, tomar um chope, provavelmente um uísque, e quem 🗝 sabe telefonar para alguém para a noite bacana play bonus de registo ser mais agradável.
Esse é o índio que vem falar aqui de reserva 🗝 indígena.
Ele devia ir comer um capim ali fora para manter as suas origens."[263]
Em abril de 2017, em um discurso no 🗝 Clube Hebraica, na zona sul do Rio de Janeiro, o então deputado federal disse que iria acabar com todas as 🗝 terras indígenas e comunidades quilombolas do Brasil caso fosse eleito em 2018.
Ele também afirmou que iria terminar com o financiamento 🗝 público para ONGs: "Pode ter certeza que se eu chegar lá (presidência da República) não vai ter dinheiro pra ONG.
Se 🗝 depender de mim, todo cidadão vai ter uma arma de fogo dentro de casa.
Não vai ter um centímetro demarcado para 🗝 reserva indígena ou pra quilombola.
" Ele também alegou que as reservas indígenas e quilombolas atrapalham a economia.
"Onde tem uma terra 🗝 indígena, tem uma riqueza embaixo dela.
Temos que mudar isso daí", afirmou.
[6][256][257]Imigrantes
Em setembro de 2015, durante uma entrevista ao Jornal Opção, 🗝 de Goiás, disse: "Não sei qual é a adesão dos comandantes, mas, caso venham reduzir o efetivo das Forças Armadas 🗝 é menos gente nas ruas para fazer frente aos marginais do MST, dos haitianos, senegaleses, bolivianos e tudo que é 🗝 escória do mundo que, agora, está chegando os sírios também.
A escória do mundo está chegando ao Brasil como se nós 🗝 não tivéssemos problema demais para resolver.
"[264] No discurso no Clube Hebraica em 2017, afirmou que "não podemos abrir as portas 🗝 para todo mundo".
No entanto, não se mostrou contrário à entrada de todos os estrangeiros.
"Alguém já viu algum japonês pedindo esmola? 🗝 É uma raça que tem vergonha na cara!"[265] Em abril de 2017, a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da 🗝 Igualdade Racial apresentou uma nota de repúdio pelas declarações do deputado sobre o tema.
[266] Em 2018, Bolsonaro defendeu a criação 🗝 de "campos de refugiados" para venezuelanos buscando abrigo no Brasil.[28][267][268][269]
Na mesma entrevista, quando perguntado se acreditava que Dilma Rousseff completaria 🗝 seu segundo mandato, desejou "que acabe hoje, infartada ou com câncer, [de] qualquer maneira."[270]
Ataques à imprensa e notícias falsas
Carioca e 🗝 Bolsonaro durante entrevista em março de 2020
Bolsonaro é um critico ferrenho da imprensa e dos grandes meios de comunicação, sendo 🗝 que constantemente ataca repórteres e críticos ao seu governo.
[271] Um levantamento da Repórteres sem Fronteiras realizado em setembro de 2020, 🗝 computou 53 ataques, sendo que foram registradas pelo menos 21 agressões partindo do próprio presidente.
[272] O então presidente chegou a 🗝 levar o humorista Márvio Lúcio, mais conhecido como Carioca, para responder perguntas dos jornalistas no dia da divulgação do PIB 🗝 de 1,1% do seu primeiro ano de governo.
O humorista ofereceu bananas aos repórteres, e na insistência de Bolsonaro em não 🗝 responder as perguntas sobre o PIB os repórteres deixaram de fazê-las.[273]
Em 19 de outubro de 2018, uma ação judicial movida 🗝 pelo Partido dos Trabalhadores foi aceita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tendo como relator o ministro Jorge Mussi, corregedor-geral eleitoral.
O 🗝 processo teve como fundamento uma denúncia do jornal Folha de S.
Paulo, segundo a qual certas empresas pagaram, em contratos que 🗝 chegariam a 12 milhões de reais, pelo envio em massa de conteúdos contra o candidato petista no aplicativo WhatsApp, o 🗝 que poderia ser classificado como caixa dois.
O PT, com o argumento de que houve práticas vedadas pela lei eleitoral, como 🗝 doação de pessoa jurídica e compra de cadastros de usuários, pediu que Bolsonaro fosse declarado inelegível por abuso de poder 🗝 econômico e uso indevido de meios de comunicação.
Segundo o partido, a campanha de Bolsonaro teria sido beneficiada pela proliferação de 🗝 fake news (notícias falsas) nas redes sociais.
O candidato usou o Facebook para negar envolvimento com esquemas maliciosos e acusou a 🗝 Folha de "trabalhar para o seu rival" no segundo turno, Fernando Haddad.[77]
Uma produtora de vídeo que existe apenas no papel, 🗝 no centro de Petrolina, em Pernambuco, recebeu 240 mil reais para produzir vídeos para TV e redes sociais da campanha 🗝 de Bolsonaro, segundo uma reportagem da revista Época.
O valor corresponde a cerca de 20% do total gasto na campanha pelo 🗝 candidato.
O endereço da produtora, de nome "Mosqueteiros Filmes Ltda", era uma casa vazia com anúncio de venda e os donos 🗝 do imóvel disseram que a produtora alugou um escritório lá há muito tempo, mas que saíram há anos.
[274] Outra agência, 🗝 a "9ideia", responde pelas peças, tem sede em João Pessoa, na Paraíba, e é uma agência publicitária, não produtora de 🗝 filmes, sendo que não poderia atuar na campanha com os vídeos.
Segundo os responsáveis pela "9ideia", eles não têm envolvimento algum 🗝 com a campanha de Bolsonaro, mas funcionários da agência estariam trabalhando na elaboração das peças do candidato do PSL.[274]
Nas eleições 🗝 de 2018, o jornal O Dia publicou uma sátira, onde a cabeça do presidente Jair Bolsonaro é inserida em uma 🗝 suástica (que é associada ao Nazismo) com a indagação: "e ninguém vai dizer nada?" Jair Bolsonaro entrou com um processo 🗝 contra o jornal.
A relatora do processo deu causa ganha para o jornal, argumentando que o presidente não se ofendeu quando 🗝 circulou bacana play bonus de registo foto ao lado de uma pessoa fantasiada com o que parece ser Adolf Hitler.
[275] Após a vitória de 🗝 Bolsonaro nas eleições de 2018, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou uma nota sobre as declarações do presidente: 🗝 "A Abraji recebe com apreensão as declarações dadas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), a respeito da imprensa nas últimas 🗝 48 horas, entre a confirmação de bacana play bonus de registo vitória nas urnas e as primeiras entrevistas às emissoras de televisão brasileiras.
O respeito 🗝 à Constituição - à qual o presidente fará um juramento solene de obediência no dia 1º de janeiro de 2019 🗝 - não é pleno quando a imprensa se converte em objeto de ataques e de ameaças."[276]
Em março de 2019, ao 🗝 lado de outras associações, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) condenou a atitude do presidente Jair Bolsonaro, que ajudou a 🗝 disseminar notícia falsa[277] em bacana play bonus de registo rede social: "ABERT, ANER e ANJ assinalam que a tentativa de produzir na imprensa a 🗝 imagem de inimiga ignora o papel do jornalismo independente de acompanhar e fiscalizar os atos das autoridades públicas."[278]
Em uma coletiva 🗝 de imprensa realizada em maio de 2019, a jornalista Marina Dias questionou Bolsonaro sobre o corte de recursos para a 🗝 educação.
Bolsonaro respondeu diferenciando corte de contingenciamento.
Quando a repórter questionou novamente que se tratava de um corte, ele se irritou e 🗝 declarou: "Você é da Folha? (...
) Primeiro, vocês da Folha de S.
Paulo têm que entrar de novo em uma faculdade 🗝 que presta e fazer um bom jornalismo.
É isso que a Folha tem que fazer, e não contratar qualquer uma ou 🗝 qualquer um para ser jornalista, para ficar semeando a discórdia e perguntando besteira por aí e publicando coisas nojentas.
[279] " 🗝 Mais tarde, Bolsonaro divulgou um vídeo do episódio no Twitter e no Facebook onde diz: "(...
) Aqui nos Estados Unidos 🗝 uma repórter da Folha desconhecia a diferença entre corte e contingenciamento.Nós explicamos.
" A Abraji disse que ao "estimular um ambiente 🗝 de confronto e intimidação contra jornalistas e veículos de mídia, Bolsonaro se afasta do compromisso democrático que assumiu ao tomar 🗝 posse, e fica mais próximo dos governantes autoritários, de diversos matizes ideológicos, que buscam demonizar a imprensa por ver nela 🗝 um obstáculo a seus projetos de poder.
Sempre que há restrições à liberdade de imprensa e de expressão, quem perde é 🗝 a sociedade."[279]
Leda Nagle e Bolsonaro durante entrevista em agosto de 2019
Jair Bolsonaro durante entrevista para Augusto Nunes em abril de 🗝 2019
Em julho de 2019, disse que a jornalista Miriam Leitão fazia um "drama mentiroso" sobre as torturas que sofreu na 🗝 ditadura militar do Brasil.
Também acusou a jornalista de ter tentado "impor a ditadura no Brasil na luta armada".
Ainda em 2019, 🗝 a participação de Miriam Leitão foi cancelada na 13ª Feira do Livro de Jaraguá do Sul.
Segundo os organizadores do evento, 🗝 não seria possível garantir bacana play bonus de registo segurança após mobilização de um protesto de um simpatizante de Jair Bolsonaro.[280]
Em agosto de 2019, 🗝 a ANJ condenou a fala do presidente Jair Bolsonaro que disse que a imprensa "está acabando" e o jornal Valor 🗝 Econômico "vai fechar".
O presidente ignora mais uma vez a relevância da atividade jornalística, sobretudo em uma era em que a 🗝 desinformação e o sectarismo transbordam de redes sociais e manifestações oficias.
(.
.
.
) [Suas declarações são] equivocadas.- ANJ [281]
Em setembro de 2019, 🗝 a ANJ disse que a medida provisória (MP) 896 proposta pelo presidente Jair Bolsonaro é uma ataque à liberdade de 🗝 imprensa.
Também informou que a MP proporcionará uma falta transparência dos atos públicos e passa por cima do Congresso, que é 🗝 o responsável por legislar sobre o tema.
Com a MP 896 não será mais obrigatório que atos oficiais de licitações públicas 🗝 sejam informados em jornais de grande circulação.
O governo alegou a medida visa cortar um gasto "injustificado para os cofres públicos".
Em 🗝 outra oportunidade Jair Bolsonaro disse que a MP é uma resposta à imprensa que é crítica ao seu governo.
[282] O 🗝 ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal(STF), suspendeu a medida provisória 896 em 18 de outubro de 2019, até que 🗝 ela seja votada no Congresso Nacional.
O ministro argumentou que a MP fere a liberdade de imprensa.[283]
Em novembro de 2019, a 🗝 Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) divulgou que o presidente Jair Bolsonaro já acumulava 99 ataques à imprensa do Brasil.
[284] Até 🗝 novembro de 2019, a maioria dos ataques foram direcionados à Rede Globo.
[285] Em dezembro de 2019, foi divulgado um levantamento 🗝 feito pela Agência Lupa, da revista Piauí, que mostrou que 64,5% das vezes que Bolsonoro utilizou a palavra fake news 🗝 foi com intuito de atacar a imprensa.
[286] Quando a FENAJ divulgou um novo levantamento em janeiro de 2020, mostrando que 🗝 o presidente foi o responsável pela maior parte dos ataques direcionados à imprensa, Bolsonaro respondeu em uma rede social com 🗝 ironia: "HAHAHAHAHAHAHA.KKKKKKKKKKKKKKK.
" Em outra postagem, ele respondeu a um seguidor: "Pegaram o QI médio da galera da imprensa.Deu 58".
[287] Em 🗝 2020, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, Conectas Direitos Humanos, Instituto Vladimir Herzog, e coletivo Intervozes denunciaram alguns dos ataques 🗝 de Bolsonaro a jornalistas na Organização das Nações Unidas (ONU).[288]
Em janeiro de 2020, Bolsonaro declarou que "os jornalistas são uma 🗝 raça em extinção".
Edemundo Dias Filho, comentou essa situação no jornal O Popular: "Na mesma hora me lembrei do livro Sobre 🗝 a Tirania, de Timothy Snyde, professor de história da Universidade de Yale, em New Haven, Connecticut/EUA, e membro do Instituto 🗝 de Ciências Humanas em Viena/Áustria.(..
) Traz como reflexão obrigatória a liberdade de expressão, tendo como parâmetro justamente a leitura de 🗝 livros, revistas, artigos e jornais.(...
) Por fim, todos saibamos que a extinção da 'raça' [dos jornalistas] que estimula o pensamento 🗝 crítico significa a proliferação de governos déspotas e de um povo servil e boçal.
"[289] Após um novo ataque do presidente 🗝 direcionado a jornalistas e à imprensa, o editorial do Estado de S.
Paulo se posicionou com um artigo de opinião: "O 🗝 jornalismo independente não se vergou quando foi atacado por forças muito mais poderosas.
Não há de ser agora.
Dirigindo-se a 'essa imprensa' 🗝 que trabalhava na cobertura da troca de comando da Operação Acolhida, no Palácio do Planalto, na quinta-feira passada, um exaltado 🗝 presidente Jair Bolsonaro disse que os jornalistas deveriam 'tomar vergonha na cara e deixar o nosso governo em paz'.
Só assim, 🗝 livre dessa chatice que é estar sob escrutínio do distinto público por intermédio de uma imprensa profissional e independente, o 🗝 presidente poderá 'levar harmonia ao nosso povo' ...
A trajetória de bacana play bonus de registo ascensão política está indelevelmente marcada pelo confronto, nem sempre 🗝 civilizado e democrático, contra tudo e todos que lhe são opostos."[290]
Em 7 de julho de 2020, a ABI (Associação Brasileira 🗝 de Imprensa) anunciou que vai abrir uma notícia-crime no STF contra Bolsonaro, após o presidente, dizendo estar infectado com COVID-19, 🗝 se aproximar dos jornalistas para dar entrevista.
Durante a conversa, o presidente retirou a máscara do rosto.
[291] Devido a isso, o 🗝 Sindicato de Jornalistas Profissionais do Distrito Federal pediu que veículos de comunicação suspendam as coberturas jornalísticas no Palácio do Planalto[292]
Em 🗝 abril de 2020, a Repórteres Sem Fronteiras anunciou que vai divulgar análises trimestrais sobre os ataques de Bolsonaro direcionados à 🗝 imprensa.
Na primeira parte, a organização reportou como Bolsonaro ataca e tenta silenciar a imprensa ao lado de familiares.[293]
Mais de uma 🗝 vez, o presidente atacou e ameaçou não renovar a concessão pública da Rede Globo: "Em 2022, não é ameaça, não, 🗝 assim como faço com todo mundo vai ter que estar direitinha a contabilidade para que possa ter a concessão renovada.
Se 🗝 não estiver tudo certo, não renovo de vocês, de ninguém".
Também chamou a emissora de "imprensa lixo".
Uma das bandeiras levantadas pelo 🗝 bolsonarismo nas manifestações é a cassação da emissora.[294]
Em 1 de abril de 2020, a Folha de S.
Paulo compilou algumas das 🗝 declarações falsas ditas por Bolsonaro desde a posse do cargo como presidente.
[295] Em 27 junho de 2020, a Folha de 🗝 S.
Paulo divulga em um artigo algumas das frases que aproxima Bolsonaro de generais da ditadura.
Alguns dos exemplos: "a culpa é 🗝 da imprensa" e "bando de comunistas".
[296] Até 7 de julho de 2020, o presidente já disse a veículos de imprensa, 🗝 mais de 46 vezes, que o STF o impede de combatar a Pandemia de COVID-19 no Brasil, o que é 🗝 falso.[297]
Em abril 2020, a Agência Pública divulgou uma investigação mostrando como o posicionamento público de Bolsonaro e aliados contra o 🗝 isolamento social foi usado com estratégia para retirar o ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta do cargo com uso de 🗝 informações falsas nas redes sociais.
Um dos motivos dessa estratégia foi manter o apoio dos eleitores mais fanáticos do presidente, após 🗝 perder apoio dos eleitores médios com o início da pandemia de COVID-19.
[298] No início de maio de 2020, o jornalista 🗝 Bruno Boghossian, da Folha de S.
Paulo observou que Bolsonaro estava forçando atrito contra o STF para desviar a atenção do 🗝 público da interferência política na Polícia Federal do Brasil.
[299] Em junho de 2020, a revista Veja ouviu diversos especialistas para 🗝 analisar a forma como Bolsonaro usou discursos em 80 dias de pandemia de COVID-19.
Um dos exemplos citados na reportagem, foi 🗝 o de John F.
Kennedy, que mencionou Winston Churchill, que colocava discursos à frente da guerra.[300]
As atitudes políticas não democráticas de 🗝 Bolsonaro como presidente da república passaram a ser relatadas e criticadas em artigos de opinião escritos pelos editoriais de grandes 🗝 jornais do Brasil.
Em novembro de 2019, o editorial da Folha de S.
Paulo declarou: "Jair Bolsonaro não entende nem nunca entenderá 🗝 os limites que a República impõe ao exercício da Presidência.
Trata-se de uma personalidade que combina leviandade e autoritarismo.(...
) O Palácio 🗝 do Planalto não é uma extensão da casa na Barra da Tijuca que o presidente mantém no Rio de Janeiro.
Nem 🗝 os seus vizinhos na praça dos Três Poderes são os daquele condomínio.(...
) A bacana play bonus de registo caneta não pode tudo.(...
) Será preciso 🗝 então que as regras do Estado democrático de Direito lhe sejam impingidas de fora para dentro, como os limites que 🗝 se dão a uma criança.
Porque ele não se contém, terá de ser contido.
"[301] Em 26 de fevereiro de 2020, o 🗝 editorial do Estado de S.
Paulo disse: "O presidente parece procurar construir um regime populista de inspiração militar, bem ao gosto 🗝 dos saudosos da ditadura e que faz lembrar o governo do general Velasco Alvarado no Peru (1968–75), que hostilizava os 🗝 partidos por considerá-los parte do sistema oligárquico.
"[302] Já o editorial do jornal O Globo, disse que Bolsonaro vem agindo "como 🗝 chefe de facção radical, de bando, ultrapassando todos os limites do convívio democrático.
Desconsidera a divisão de poderes feita pela Constituição, 🗝 ameaça o Congresso, o Judiciário e, logo, bacana play bonus de registo Corte Suprema."[303]
No dia 18 de janeiro de 2021, o presidente Jair Bolsonaro 🗝 bloqueou a agência de verificação de informações Aos Fatos no Twitter.
Segundo Vitor Blotta, professor da Universidade de São Paulo que 🗝 coordena o grupo de Jornalismo, Direito e Liberdade (ECA-USP), políticos que usam suas redes sociais para as funções do governo, 🗝 não devem bloquear jornalistas, pois segundo o artigo 37 da Constituição Federal, a publicidade dos programas, obras, serviços e campanhas 🗝 dos órgãos públicos é dever da administração pública.[304]
Em 17 de maio de 2021, Aos Fatos divulgou que Bolsonaro já deu 🗝 3.
000 declarações falsas ou distorcidas desde o início de seu mandato, com uma média total de 3,4 declarações por dia.
[305] 🗝 A mesma agência publicou matéria no início de janeiro de 2022 dizendo que ao longo do ano de 2021 o 🗝 presidente deu uma média de 6,9 declarações falsas ou distorcidas por dia.
Somente sobre a pandemia de Covid-19, foram 1.
278 declarações 🗝 desde bacana play bonus de registo posse, sendo o tema mais afetado pela desinformação, seguido pela economia, eleições, corrupção e meio ambiente.[24]
Em 21 de 🗝 outubro de 2021, nas suas transmissões ao vivo pela internet, o presidente utilizou como fonte um jornal impresso para dizer 🗝 que as pessoas imunizadas têm maior probabilidade de se infectar com Aids.
[306] As reações foram imediatas após a declaração.
A CPI 🗝 da Covid incluiu no relatório, a declaração do presidente e transferiu para o ministro do STF Alexandre de Moraes novas 🗝 provas sobre supostos crimes de Bolsonaro para o Inquérito das Fake News[307].
O ministro Luís Roberto Barroso, do STF foi escolhido 🗝 para ser o relator do inquérito impetrado pelos partidos PSOL e PDT.[308]
A live foi derrubada pelo Facebook e pelo YouTube, 🗝 pois segundo as plataformas, tais declarações violaram políticas de desinformação sanitaria contra a Covid-19.
[309] [310] Robert Gallo, um dos descobridores 🗝 do HIV, desmentiu a declaração do presidente, em entrevista ao Correio Braziliense.
[311]Bolsonaro baseou bacana play bonus de registo afirmação em uma notícia do site 🗝 Exame[312] que relatava o risco da utilização do Adenoviros número 5 na fabricação de vacinas, tendo em vista que em 🗝 2007, vacinas similares contendo o vírus foram criadas e aumentaram o risco de contaminação por HIV.
[312] Porém, na mesma matéria 🗝 do site, é relatado que as vacinas que estavam sendo fabricadas não continham o adenoviros de número 5, e que 🗝 o estudo tratava-se de um alerta para evitar o uso deste vírus em vacinas.
[312] Até o momento, nenhuma vacina utilizou-se 🗝 do Adenoviros de número 5 e nenhuma vacina contém relatos de desenvolvimento de doenças por conta da vacina, assim Bolsonaro 🗝 distorceu os fatos.[313]
Pandemia de COVID-19Kit CovidMeio ambiente
Em outubro de 2016, Bolsonaro participou de um evento em Brasília em apoio à 🗝 liberação da vaquejada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).[376]
Agricultura e mudanças climáticas
De acordo com o The Washington Post, "Bolsonaro é um 🗝 poderoso defensor do agronegócio ...
e é provável que favoreça os lucros em detrimento da preservação ...
Bolsonaro se irritou com a 🗝 pressão estrangeira para proteger [a floresta amazônica ] e disse à organizações internacionais sem fins lucrativos, como o World Wildlife 🗝 Fund, que ele não tolerará suas agendas no Brasil.
Ele também se posicionou vigorosamente contra a demarcação de reservas indígenas para 🗝 povos nativos.
Além disso, assessores de Bolsonaro diz que planeja expandir a geração de energia nuclear e hidroelétrica na Amazônia."[377]
O presidente 🗝 chegou a cogitar a possibilidade de extinguir o Ministério do Meio Ambiente, ideia que ganhou força em novembro durante o 🗝 governo de transição, mas recuou na decisão.
No entanto, o departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente foi incorporado 🗝 pela Secretaria de Ecoturismo, enquanto que o Serviço Florestal Brasileiro foi transferido do Ministério do Meio Ambiente para a Agricultura.[378]
Em 🗝 abril de 2019, Bolsonaro foi selecionado pela revista Time como uma das cem pessoas mais influentes do mundo naquele ano.
Em 🗝 síntese, a revista descreve Bolsonaro como um personagem complexo, que por um lado representaria uma quebra numa sequência de uma 🗝 década de corrupção e a "melhor chance em uma geração" para aprovar reformas econômicas que podem amansar a dívida crescente.
Por 🗝 outro lado, a revista ressalta o caráter controverso de Bolsonaro, descrevendo-o como símbolo de "masculinidade tóxica" e de um "ultraconservadorismo 🗝 homofóbico", que poderia ainda reverter o progresso brasileiro quanto às mudanças climáticas.[379]
Incêndios na Amazônia
Durante o mês de agosto de 2019, 🗝 os incêndios na Amazônia tornaram-se foco de intensas críticas às políticas de Bolsonaro para a área de floresta tropical.
[380] O 🗝 Brasil registrou mais de 72.
000 incêndios em 2019, um aumento de 84% em relação ao mesmo período de 2018.
[381] Em 🗝 cinco dias, em agosto, houve 7.746 incêndios.
[382] A preocupação levou Angela Merkel a apoiar o pedido de Emmanuel Macron para 🗝 colocar os incêndios na Amazônia na agenda da cúpula do G7, depois que o presidente francês disse que a situação 🗝 representava uma crise internacional.
[383] Em resposta, o presidente Jair Bolsonaro - que se autodenominou, ironicamente, "Capitão Motosserra"[384] - acusou Macron 🗝 de ter uma "mentalidade colonialista" e disse-lhe para ficar de fora dos negócios brasileiros.
[385] "Não podemos aceitar que um presidente, 🗝 Macron, atire ataques infundados e gratuitos na Amazônia, nem que ele disfarce suas intenções por trás da ideia de uma 🗝 'aliança' de países do G-7 para 'salvar' a Amazônia, como se nós fôssemos colônias ou terras de ninguém ".
[386] Depois 🗝 disso, o governo de Bolsonaro lançou uma campanha global de relações públicas para tentar convencer o mundo de que tudo 🗝 está sob controle.
[387] Bolsonaro disse que "no meu entender pode ter sido potencializada por ONGs, porque eles perderam grana, qual 🗝 é a intenção? Trazer problemas para o Brasil"[388] salientando que Leonardo DiCaprio deu o dinheiro para queimar a Amazônia.[389]
Outras controvérsiasEconomia
Bolsonaro, 🗝 em 2014, durante promulgação da Emenda Constitucional 77, que permite médicos militares trabalharem no SUS.
Bolsonaro defendeu, durante os governos de 🗝 Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, posições econômicas desenvolvimentistas e antiliberais,[390][391][392] herança da ditadura militar no Brasil,[10] 🗝 votando junto com o Partido dos Trabalhadores em diversos temas econômicos.
[393] Em 2000, ao explicar ao apresentador Jô Soares o 🗝 porquê de ter defendido o fuzilamento do então presidente Fernando Henrique, disse que "barbaridade é privatizar a Vale e as 🗝 telecomunicações, entregar as nossas reservas petrolíferas ao capital externo".[10]
Por outro lado, desde 2016, Bolsonaro tem apoiado medidas econômicas liberais.
[393] Votou 🗝 na abertura do pré-sal,[394] afirmou que o "livre-mercado é a mãe da liberdade",[10] e, em uma entrevista, disse que "deve 🗝 ser privatizado o máximo que puder" e que se opôs somente à forma como a Vale foi privatizada.
[395] Em uma 🗝 entrevista à jornalista Mariana Godoy, quando questionado sobre seu posicionamento em relação ao tripé macroeconômico, o então pré-candidato à presidência 🗝 respondeu que quem falaria sobre economia por ele no futuro seria bacana play bonus de registo equipe econômica.
[396] Em novembro de 2017, durante uma 🗝 entrevista, Bolsonaro disse que, caso se torne presidente do Brasil, nomeará para o ministério da fazenda o economista liberal Paulo 🗝 Guedes.
[397] Em entrevista de 2018, afirmou que "não gostaria" de privatizar a Petrobras, mas que o faria se "não encontrasse 🗝 [outra] solução".
[398] Em maio de 2018, defendeu a flexibilização de direitos trabalhistas e afirmou: "Aos poucos a população vai entendendo 🗝 que é melhor menos direitos e emprego do que todos os direitos e desemprego".[399]
Segundo o cientista político Fernando Schuler, as 🗝 mudanças de discurso de Bolsonaro seriam explicadas pela ascensão de bacana play bonus de registo popularidade.
Segundo Schuler, "todo candidato, quando cresce, tende ao centro".
[10] 🗝 Para o economista e filósofo Joel Pinheiro da Fonseca, o discurso econômico de Bolsonaro seria uma "roupagem liberal", usada também, 🗝 segundo o economista, por Lula e outros políticos no passado.[400]
Ciência e tecnologia
Bolsonaro, durante bacana play bonus de registo campanha, propôs a eliminação do ministério 🗝 da ciência e tecnologia do Brasil, bem como do ministério do meio ambiente.
Os pesquisadores observam que o financiamento do governo 🗝 para ciência e tecnologia caiu drasticamente nos últimos anos.
O orçamento proposto no início de 2019 mantinha o de apoio de 🗝 cerca de 3 bilhões, que é cerca de 45% inferior ao financiamento em 2017, que era cerca de 25% menor 🗝 que em 2016.
[401] Em março, o governo anunciou um congelamento de 42% do orçamento para o ministério da ciência e 🗝 comunicação, deixando-o com apenas 2,9 bilhões de reais pelo resto do ano.
[402] As estimativas mais recentes sugerem que o ministério 🗝 poderia ficar sem dinheiro para estudantes de graduação e pós-graduação e pesquisadores de pós-doutorado já em setembro.
Em 19 de julho, 🗝 Bolsonaro acusou o INPE de mentir sobre os números, depois sugeriu que seu governo tivesse o direito de aprovar os 🗝 dados científicos da agência antes de serem divulgados ao público.
[403] Ricardo Galvão, físico treinado pelo MIT, criticou a "atitude vil 🗝 e covarde de Bolsonaro".
Ele defendeu suas palavras contra o presidente do Brasil, dizendo ao The Washington Post: "Essa era uma 🗝 defesa da dignidade da ciência brasileira, não apenas para cientistas brasileiros, mas para todos os cientistas.
Nossos dados nunca devem ser 🗝 restringidos por interesses políticos."[404]
Em junho, ele suspendeu a liberação de 8 bi
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